sábado, 12 de novembro de 2022

O VALE DA RESTAURAÇÃO

 


O VALE DA RESTAURAÇÃO

Ezequiel 37.1-14

A mensagem do profeta Ezequiel nos ensina que apesar das dificuldades, do sofrimento e da miséria do povo, Deus é o Senhor soberano e finalmente fará aquilo que nós não podemos fazer. Por isso neste momento convido você para meditarmos no texto de Ezequiel 37.1-14. O texto em tela não é só uma visão de tristeza, desolação e morte, mas é uma visão maravilhosa de restauração.

A visão que Deus revelara ao seu servo era para encorajar os que estavam no exílio desanimados, sem expectativa de vida, de restauração. Hoje, Deus nos convida a olharmos para este vale de ossos secos e extrairmos algumas lições para nós hoje.

1-PRECISAMOS OLHAR PARA ESTES OSSOS (Ez 37.1,2)

O texto de Ezequiel 37.1-14 nos diz que o vale era muito grande e estava cheio de ossos secos. Aquele vale era um quadro desolador, triste, depressivo, pois ali não havia vida, mas apenas morte. Aqueles ossos, apontava para o povo de Israel, que se encontrava exilado, sem expectativa, desanimado, morto, sem esperança de restauração.

Mas este vale também aponta, para aqueles que estão mortos em seus delitos e pecados, depravados, escravizados pelo diabo, sem vida, distantes de Deus. O homem sem Deus é um miserável que merece apenas o inferno. Meu irmão o homem sem Deus, é pior que ossos secos. É um pecador que blasfema contra o Deus Soberano. Não obstante, não podemos perder a esperança, mas precisamos nos levantar e obedecer a Deus que nos comissionou a pregar aos que estão mortos assim como fez o profeta Ezequiel (Ez 37.7,8).

Quem sabe você hoje não se encontra nesta situação, apenas ossos, sem vida, sem poder fazer nada, sem esperança diante do cenário desolador em que você se encontra. Você não conhece a Deus, não passa de ossos mortos. Você talvez se mexe de um lado para outro, mas é apenas um corpo, precisa de vida.

2-PRECISAMOS OLHAR PARA A OBRA DO ESPÍRITO SANTO(Ez 37.9,10) – Deus fala ao profeta que ele não podia apenas se contentar com o movimento dos ossos, com os tendões, carnes, pele se não havia naqueles corpos vida. Então Deus mandou o profeta, profetizar ao Espírito, e quando profetizou ao Espírito os corpos receberam vida. Este é um quadro maravilhoso da obra poderosa do Espírito Santo que dá vida aos mortos (Ez. 37.10).

Hoje, nós precisamos da ação do Espírito para vivificar aqueles que estão mortos. As pessoas são um conjunto de ossos mortos, e elas podem ser trazidas a vida porque o Espírito Santo irá soprar em suas almas e mostrar como elas são pecadoras e abrir-lhes os olhos para que possam contemplar a esperança do perdão que existe no sangue de Jesus que foi derramado na cruz do calvário, pois o Espírito ama a obra de Jesus.

Quando o Espírito de Deus age as pessoas se rendem, como aconteceu no dia de pentecoste conforme narra o médico Lucas em Atos 2.41. Pedro pregou e o espírito operou de maneira tremenda naquele momento houve um acréscimo de quase três mil pessoas (At. 2.1-41). O Espírito convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11), só ele tem poder para dá vida também hoje aqueles que estão mortos. Pois não basta ao homem ser religioso, frequentar uma igreja, ele precisa nascer de novo, como Jesus disse a Nicodemos (Jo 3.1-6).

Assim como Nicodemos existe muitas pessoas em nossos dias, são religiosas, mas não tem vida. Elas precisam nascer do Espírito para contemplarem a obra de Jesus. Muitos estão apenas confiando em sua religião, em suas obras, em sacrifícios, cumprem com os seus deveres sociais, morais, etc. Mas, estão mortas, precisam de vida, e esta, só há na pessoa do Senhor Jesus Cristo que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”( João 11.25).

3- PRECISAMOS OLHAR A ATIVIDADE DO SERVO DE DEUS (Ez 37.4-10) – Deus mostrou o vale e falou com Ezequiel que ele precisava pregar aos ossos. O vale era grande, mas ele precisava pregar. Ezequiel não questionou a Deus, dizendo: Senhor são apenas ossos! Para que pregar? Ele disse que faria a vontade de Deus. Ezequiel pregou e algo maravilhoso aconteceu os ossos começaram a se mexer, surgiu tendões, músculos e peles.

O texto nos diz que Deus deu uma nova ordem ao profeta, ele mandou o profeta clamar ao Espírito para que ele venha e sopre sobre aqueles ossos. E assim o profeta fez e o milagre aconteceu. Isso pode ser uma figura do operar do Espírito no Avivamento.

Olhemos para o ano 1850, segundo alguns historiadores esta década foi marcada por um grande declínio espiritual dos Estados Unidos. Algumas coisas tinham desviado a atenção das pessoas da vida com Deus, para as coisas materiais, a instabilidade política, um pânico financeiro trouxe ainda mais preocupação a população. Em setembro de 1857 um comerciante de nome Jeremiar Lanphier, ao perceber aquela situação triste decidiu convidar outros comerciantes para orarem ao meio dia uma vez por semana pela atuação renovadora do Espírito Santo. Ele distribuiu centenas de folhetos convidando as pessoas para participarem do encontro, mas no primeiro dia só meia dúzia apareceu encontrando-se nos fundos de uma igreja na Fulton Street. Duas semanas depois já eram quarenta, e em seis meses uns dez mil se reuniam diariamente para orar somente em Nova Yorque. Um avivamento aconteceu naquele país, e em dois anos mais ou menos um milhão de pessoas tinham se rendido ao Senhor Jesus.

Portanto, não podemos perder a esperança, mas precisamos confiar em Deus, pois ele pode restaurar o seu povo, transformar a nossa nação, mas nós precisamos obedecer ao Senhor e fazer a nossa parte como o profeta Ezequiel fez. A restauração é uma obra de Deus (Ez 37.12-14), nada é impossível para Ele, mesmo que aos nossos olhos pareça difícil, Deus é soberano, e ainda há esperança para o seu povo.

Pr. Eli Vieira

 

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

UM GOVERNO DESASTROSO

 

UM GOVERNO DESASTROSO

“Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós” (Jz 9.14)

            Em Juízes 9.8-15 lemos sobre a parábola do espinheiro. Esta parábola, numa linguagem simbólica, fala sobre o governo do espinheiro sobre todas as árvores. As árvores tomaram a decisão de ungir para si um rei, que reinasse sobre todas elas. A primeira candidata ao reinado era a oliveira, mas esta escusou-se, dizendo que não deixaria seu óleo, estimado por Deus e pelos homens para ascender ao poder.  Foram então atrás da figueira, rogando a ela que reinasse sobre elas, mas esta também recusou, dizendo que não deixaria sua doçura e o seu bom fruto para pairar sobre as demais árvores. Ato contínuo, as árvores recorrem à videira, apelando que ela reinasse sobre as demais árvores, mas esta, de igual modo, justificou-se dizendo que não deixaria seu vinho, que agrada tanto a Deus como os homens para reinar. Baldados todos os esforços, todas as árvores disseram ao espinheiro para vir e reinar sobre elas. O espinheiro respondeu às árvores que se elas o estavam ungindo para governar, todas elas deveriam vir e refugiar-se debaixo de sua sombra, mas se não viessem, do próprio espinheiro sairia fogo devastador para consumir até os cedros do Líbano.

            Essa parábola enseja-nos quatro lições:

            Em primeiro lugar, uma omissão perigosa. A oliveira, a figueira e a videira receberam um apelo de todas as árvores para que reinasse sobre elas. Mas, cada uma deu uma desculpa para fugir da governança. As árvores frutíferas e úteis foram consultadas para esse posto de liderança, mas todas se omitiram. Preferiram o conforto de sua posição do que os riscos da liderança. Ao recusarem a convocação, abriram espaço para o espinheiro governar. A omissão covarde dessas árvores boas, pavimentaram o caminho para a liderança de um arbusto ruim. Quando os bons se omitem e ficam em silêncio, os maus governam. É triste ser governado por um espinheiro. Um espinheiro nada produz, a não ser sofrimento. Onde o espinheiro reina, as pessoas sofrem e sangram.

            Em segundo lugar, uma desculpa descabida. A oliveira declinou da sua convocação para o reinado, dizendo que não podia parar a produção do seu óleo, prezado por Deus e pelos homens. A figueira renunciou ao privilégio do convite, argumentando que sua doçura e seu bom fruto era motivo suficiente para continuar existindo e que não tinha aspirações mais elevadas. Já a videira justificou sua negativa à honrosa convocação, dizendo que o seu papel era produzir vinho, pois este é agradável a Deus e aos homens. Nenhuma árvore boa aceitou o convite para reinar. Todas declinaram. Suas desculpas pareciam plausíveis, mas eram descabidas. A omissão delas pavimentou o caminho para o espinheiro assumir o trono e trazer tanto sofrimento.

            Em terceiro lugar, uma opção desastrosa. As árvores depois de baldados todos os esforços de buscar um rei, recebendo reiteradas negativas ao seu apelo, recorrem ao espinheiro, convocando-o a reinar sobre elas. Mas espinheiro não é árvore. Espinheiro não é plantado. Espinheiro não produz frutos. Espinheiro acicata os pés, fere as mãos, produzindo desconforto e sofrimento. Quando os bons renunciam a liderança, os maus passam a governar. Quando aqueles que podem ser úteis para seus irmãos, renunciam seu privilégio, abrem caminho para os espinheiros assumirem o governo. É uma tragédia ser governado por um espinheiro.

            Em quarto lugar, uma ameaça mortal. O espinheiro não deu desculpa. Aceitou prontamente o convite para ser rei. Fez uma convocação para todas as árvores ficarem debaixo de sua sombra e engatou uma ameaça. Quem não vier será consumido pelo fogo. O espinheiro governa com ameaça e truculência. Não aceita oposição. Não tolera o contraditório. Seu governo é ditatorial. A única alternativa de seus súditos é a obediência cega. Submete-se ou morre!

            Essa parábola é um grito de alerta à nação brasileira. Estamos diante de uma eleição que definirá o futuro de nossa nação. Que o espinheiro não reine sobre nós!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Fonte: LPC

terça-feira, 8 de novembro de 2022

PRINCÍPIOS PARA VIVER

 

PRINCÍPIOS PARA VIVER

Mc 9.17-29 e II Cr 20.1-30

Conta-se que certa vez o Dr. A. T. Pierson foi hospede de George Muller no seu orfanato. Depois que todos se deitaram, George Muller o chamou para orar dizendo que não havia coisa alguma em casa para comer. Dr. Pierson quis lembrar-lhe que o comércio estava fechado, mas George Muller bem sabia disso. Depois da oração deitaram-se, dormiram e ao amanhecer a alimentação já estava suprida e em abundância para duas mil crianças.

Nem o Dr. Pierson, nem George Muller chegaram a saber como a alimentação foi suprida. A história foi contada naquela manhã só Sr. Simão Short sob a promessa de guardá-la em segredo até o dia da morte do benfeitor.

O Senhor despertara essa pessoa do sono e o chamara para levar alimentos suficientes para suprir o orfanato durante um mês, isso sem ele saber coisa alguma da oração de George Muller e Dr. Pierson.

George Muller  disse: “Muitas vezes tenho-me colocado na posição onde não tinha recursos; não só com 2100 pessoas comendo diariamente as mesas, mas também todo o resto necessário para suprir, e todos os fundos esgotados, 189 missionários para sustentar e sem coisa alguma; cerca de cem colégios com mais ou menos 9000 alunos e sem nada na mão; quase quatro milhões de tratados para distribuir e todo dinheiro gasto”, só lhe restava orar e confiar na providência divina, e Deus nunca o deixou abandonado.

Na Palavra de Deus, encontramos alguns princípios para vivermos hoje. Tais como:

1- AS VITÓRIAS DO PASSADO, NÃO GARANTEM VITÓRIAS HOJE ( Mc 9.17-29; Js 6-7) – Os evangelistas nos falam que os discípulos ao serem enviados por Jesus foram bem sucedidos, realizaram sinais e maravilhas. Mas, em um determinado dia, um homem trouxe o seu filho possesso e os discípulos não puderam fazer nada ( Mt 17.14-21), então os discípulos ficaram em aperto diante dos escribas e fariseus. Anteriormente eles haviam realizado milagres, curas e sinais (Mc 6.7-13). Eles não estavam prontos para enfrentar aquela casta de demônios. Quando perguntaram a Jesus, porque eles não puderam expulsá-lo? Jesus respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum (Mc.9.28,29).

No livro de Josué podemos contemplar Israel conquistando vencendo os inimigos, conquistando outros povos, mas em um dia ao enfrentar a pequena cidade de Ai, Israel foi derrotado (Josué 7), pois Acã havia desobedecido a palavra de Deus.

Cada vitória deve nos levar para mais perto de Deus e não para distante dele. Para vencermos hoje, não permita que o seu coração lhe engane, fazendo-o pensar que as vitórias do passado vão lhe garantir vitórias hoje.

2- A NOSSA GRANDEZA ESTÁ EM DEUS (Gn 39.2-23; 41.51,52; I Cr 29.10-13)- Ao olhamos para a vida de José, ele tinha tudo para ser um homem triste, depressivo, desanimado, murmurador, etc., pois quando era adolescente foi abandonado e vendido por seus irmãos, acusado falsamente pela esposa de seu senhor, esquecido na prisão por seu amigo, contudo José não deixou de confiar em Deus, de depender do Senhor.

 O pastor Jonathan Edwards disse: “a glória de Deus está na dependência do homem”, assim podemos contemplar a grandeza a grandeza de José, pois ele era um homem totalmente dependente de Deus. Ao ser promovido como o segundo homem mais importante do Egito, não permitiu que o orgulho dominasse a sua vida. Não se vingou dos seus irmãos depois da morte de seu pai, mais reconheceu a providência divina em sua vida Gn. 50.18-21.

O jovem Davi, vivia cuidando das ovelhas de seu pai, quem poderia dizer que ele um dia seria rei? Mas, Deus estava preparando-o para ser o grande rei de Israel. Foi o Senhor quem o tirou do meio das malhadas como nos diz a sua Palavra ( I Cr 17.7,8).Em nosso viver, precisamos depender de Deus em nossa caminhada, certos de que, é ele quem engrandece e humilha (I Sm 2.7; Isaías 2.12), e que sem ele nada somos (Jo 15.5).

3-  É DEUS QUEM NOS DÁ VITÓRIAS ( 2 Rs 19.32-37; 2 Cr 20.1-30)– O rei Ezequias  decidiu depender do Senhor diante das afrontas do rei da Assíria (2 Rs 18.19-37; 19.1-34), ele se voltou para o Deus,  consultou o profeta Isaías, o qual o consolou e o aconselhou a confiar tão somente em Deus. Ezequias orou e confiou em Deus e não se deixou levar pelas ameaças, e Deus lhe concedeu vitória, como nos diz a sua palavra: “Então naquela mesma noite, saiu o Anjo do Senhor e feriu, no arraial dos assírios, cento e oitenta e cinco mil; e, quando se levantaram os restantes pela manhã, eis que todos estes eram cadáveres”(2 Rs 19.35).

Como servos de Deus não estamos isentos de enfrentarmos lutas, mas se queremos vencer precisamos fazer como Josafá fez diante dos inimigos que se levantara contra ele. O rei Josafá admitiu a sua fraqueza, se derramou perante o Senhor e ouviu o seu servo Jaaziel e Deus lhe concedeu vitória (2 Cr 20.1-30). Josafá nos ensina que diante dos inimigos, das dificuldades, nós precisamos buscar a Deus com todo o nosso ser, como também devemos confiar na palavra de Deus, pois o nosso Deus é fiel e zela por sua palavra.

Meus irmãos o Deus que deu vitória a Ezequias e a Josafá, é o nosso Deus, nele precisamos confiar sem duvidar, mas quando ele te abençoar, reconheça o seu poder gracioso para contigo e renda glórias ao seu nome. Como nos ensina o salmista Davi: “bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nenhum só de seus benefícios”(Sl 103.2).

Portanto, o mesmo Deus que ouviu as orações de Jorge Muller e lhe deu grandes vitórias também é o nosso Deus. Precisamos viver cada dia em comunhão com Ele, independente das circunstâncias, certo de que com ele somos mais que vencedores. Somente a glória de Deus.

Pr. Eli Vieira

sábado, 29 de outubro de 2022

REFORMA E AVIVAMENTO


 REFORMA E AVIVAMENTO

Neemias 8-10

Quando o avivamento veio a Florença, na Itália, em 1496-1498, o instrumento humano de Deus foi o italiano Savonarola. Ele estava chocado com o vício e a imoralidade do mundo a seu redor na Itália e pela corrupção da Igreja Católica Romana. Quando jovem, ele andava à margem do rio Pó, cantando a Deus e chorando pelos pecados, pelas injustiças e pela pobreza do povo a seu redor. Ele chorava e lamentava a impudicícia, o luxo e a crueldade de muitos líderes na igreja. Ficava deitado, prostrado, durante horas a fio, sobre os degraus do altar na igreja, chorando e orando pelos pecados de sua época e os pecados da igreja. 

Deus enviou um despertamento espiritual. Esse avivamento trouxe imensas transformações. O mundo parou de ler livros vis e mundanos. Os mercadores restituíram às pessoas os lucros excessivos que tinham extorquido. Criminosos e moleques de rua pararam de cantar cantigas pecaminosas e começaram a cantar hinos nas ruas. Foram proibidos e abandonados os carnavais. Foram feitas gigantescas fogueiras em que livros mundanos, máscaras, perucas e ilustrações obscenas foram queimados. 

Israel ao retornar do cativeiro estava vivendo em uma situação triste não só por que as muralhas de Jerusalém estavam derribadas, mas por que o povo estava vivendo distante de Deus, praticando coisas abomináveis aos olhos do Senhor. Na primeira parte do livro podemos ver o empenho de Neemias pela reconstrução das muralhas de Jerusalém e na segunda parte podemos ver a dedicação de Neemias pela restauração da nação. Neste momento eu lhe convido para aprendermos algumas lições com a restauração espiritual de Israel. O despertamento acontece quando:

 

1- TEMOS FOME DA PALAVRA DE DEUS ( 8.3-9) - Na verdade, Neemias veio a Jerusalém para reconstruir o muro, e obteve sucesso em fazê-lo. Mas descobrimos agora que a reconstrução estava longe de ser tudo que ele objetivava. Neemias queria reconstruir o muro, mas além desse objetivo, ele desejava algo muito mais significativo: reconstruir a nação.

No capítulo 8 de Neemias vê-se o ponto de partida para a verdadeira renovação nacional. A Palavra de Deus. versículos 2-12 mencionam uma grande assembleia pública em que Esdras, o sacerdote, lê a lei de Deus para o povo e como todos são afetados por isso. O povo veio para a cidade da zona rural vizinha, reuniu-se na grande praça pública ante a Porta das Águas, no lado leste de Jerusalém, e ouviu Esdras. Ele montou uma grande plataforma de madeira que havia sido erguida para a ocasião e ali, rodeado por 13 dos mais importantes levitas, leu o livro da lei (o Pentateuco ou “os cinco primeiros livros”) do início da manhã até meio-dia — cerca de seis horas.

O povo demonstrou reverência extraordinária pela lei, pois se levantou em silêncio respeitoso quando Esdras abriu o pergaminho. Quando orou, eles responderam: “Amém! Amém!”, e adoraram a Deus. À medida que a narrativa se desenrola, descobre-se que a leitura da lei divina levou ao avivamento nacional.

 

2-BUSCAMOS A DEUS EM ORAÇÃO  (8.6; Ne 9.1; Es 9.1-15) - A restauração das muralhas de Jerusalém, haviam sido concluídas, mas Neemias sabia que a nação precisava de restauração espiritual. O povo de Deus estava contaminado pelo pecado(Esdras 9.1).

Esdras ao tomar conhecimento de tal situação rasgou as suas vestes, arrancou os cabelos da barba, e se assentou atônito. Mas ele não fez apenas isto, ele buscou a Deus em oração em favor da nação (9.5-10.1).Esdras começou pela oração (v. 6). Essa é a primeira aparição de Esdras em Neemias (cf. v. 1), e sua oração antes da leitura da lei, mesmo sem registro, pode ser considerada apenas uma invocação formal. No entanto, seria errado pensar assim. A aparição de Esdras é significativa, e a oração era mais que uma formalidade, como comprova a resposta do povo.

Todos os avivamentos tiveram início em um movimento de oração motivado, dirigido e coordenado pelo Espírito Santo. A oração prolongada e prevalecente continua em muitos corações, invisível aos olhos humanos, mas presente nas correntes do preparo do caminho do Senhor feito pelo Espírito. Não conhecemos todos os caminhos do Espírito Santo que prepararam a América e a Grã-Bretanha para o avivamento de 1857-1858, mas reconhecemos muitos dos eventos e pessoas que Deus usou para tanto.

 

3- ACONTECE MUDANÇA DE VIDA- COMPROMISSO COM DEUS (9.38-10.39)-A primeira reforma realizada por Neemias foi estrutural. Jerusalém passara por uma grande reforma física, econômica e social. Os muros foram reconstruídos e as portas levantadas. Os ricos devolveram as terras e casas que haviam tomado dos pobres e os sacerdotes voltaram a cuidar da Casa de Deus.  segunda reforma foi espiritual. Tudo começou com a fome pela Palavra de Deus. Estudo da Bíblia e oração produziram confissão, choro pelo pecado, alegria da obediência e acerto de vida com Deus.

Os grandes avivamentos surgiram quando o povo entrou em aliança com Deus para O buscar, O conhecer e O obedecer. Vivemos hoje uma espiritualidade centrada no homem e no que podemos receber de Deus. Não é mais o homem quem está a serviço de Deus, mas Deus é quem está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra como no céu, mas a vontade do homem que deve ser imperativa no céu. Precisamos voltarmos para Deus por causa de Deus e não apenas por causa de Suas bênçãos. Deus é melhor do que Suas bênçãos, o doador é mais importante do que a dádiva.

Precisamos olhar para o passado e ver as lições da História, pois o mesmo Deus fez, faz e fará maravilhas na vida do Seu povo. Hoje precisamos nos voltar para Deus. E o nosso compromisso com ele não deve ser apenas gerais, mas também, e sobretudo, em áreas específicas como santificação, casamento, dia do Senhor, contribuição e adoração. Que o Senhor venha avivar a sua igreja hoje!.

 Pr. Eli Vieira

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

CHORO OU ALEGRIA?



 “Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira” (Pv 29.2).

            Este provérbio do rei Salomão estampa diante dos nossos olhos dois quadros, dois cenários, duas realidades e duas consequências inevitáveis. Há dois tipos de governança. O domínio do justo e o domínio do perverso. Quando o justo governa, a influência de sua administração motiva muitos outros a serem justos também. Porém, quando domina o perverso, só cabe ao povo suspirar e gemer.

            Como esses dois tipos de governantes ascendem ao poder? No sistema monárquico de Israel o rei assumia o trono pelo critério de hereditariedade. Mas, com a morte de Salomão, no ano 931 a.C., o Reino foi dividido. No reino do Norte, vários reis foram mortos, vítimas de conspiração e os rebeldes assumiram o poder. No reino do Norte, num período de duzentos e nove anos, ascenderam ao trono dezenove reis, oriundos de oito diferentes dinastias. No reino de Judá, porém, todos os reis procediam da dinastia de Davi. Reis bons e maus alternaram no poder. Quando governava um rei temente a Deus, que defendia os valores de Deus, a nação se alegrava e tinha prosperidade. Quando um rei mau assumia o trono, o povo amargava vergonhosas derrotas.

            Vivemos num país democrático, onde o povo escolhe seus representantes tanto do poder legislativo como do poder executivo. A responsabilidade de bem escolher os legisladores e governantes da nação cabe a nós. O voto é nosso passaporte para o choro ou para a alegria, para a ordem ou para a desordem, para a liberdade ou para opressão, para a valorização da vida ou para a cultura da morte, para o respeito à propriedade privada ou para a invasão de propriedade alheia, para a sacralidade do sexo ou para a perversão dele. Nosso voto é um alto privilégio e uma grande responsabilidade. Não podemos ser neutros. Seremos corresponsáveis com os destinos da nação. Colheremos a safra da semeadura do nosso voto.

            Votar em alguém é delegar a essa pessoa o direito de nos representar. É afirmar que concordamos com sua ideologia, que aprovamos as suas pautas, que apoiamos as suas propostas. Antes de dar o nosso voto precisamos examinar, com cuidado, a vida do candidato, sua ideologia, seus aliados e os valores que defende. Não podemos apoiar o que reprovamos. Não podemos negar nossa fé nem renunciar nossas convicções ao depositar nosso voto na urna. Não podemos aprovar o que Deus reprova. Por isso, votar é um ato de extrema responsabilidade não apenas diante dos homens, mas, também, diante de Deus.

            Um governante temente a Deus faz florescer os justos; um governante perverso faz o povo gemer e suspirar. O mapa das nações escancara essas duas realidades diante dos nossos olhos. Nas nações sob regimes totalitários, socialistas e comunistas o povo é cerceado de sua liberdade e não pode expressar livremente a sua fé. O Estado controla a comunicação e encabresta as consciências. Nesses regimes, o Estado se torna grande e o povo pequeno; o Estado se torna poderoso e o povo fraco; o Estado se torna uma divindade e o povo em seu súdito.

            Que Deus ilumine nossos concidadãos nesse pleito. Que Ele tenha misericórdia da nação brasileira, nessa importante e decisiva escolha de seus governantes. Que nosso voto multiplique justos, bem-aventurados e não oprimidos, cobertos de suspiros e lágrimas.

Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 22 de outubro de 2022

O GLORIOSO CRESCIMENTO DO REINO DE DEUS

 


A GLORIOSA MARCHA DO REINO DE DEUS

“Disse ainda: o reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra; depois dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como. A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. E, quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa” (Mc 4.26-29).

            O reino de Deus é a mensagem central de Jesus. Ele usou três parábolas para falar acerca da semente: a parábola do semeador, a parábola da mostarda e esta parábola do poder intrínseco da semente. Há nesta última parábola, só registrada pelo evangelista Marcos, algumas lições que passo a destacar:

            Em primeiro lugar, o imperceptível começo do reino de Deus (Mc 4.26). O texto começa dizendo que assim é o reino de Deus. Não se trata aqui no reino futuro que há de vir, mas do reino que já é. O reino de Deus já está presente no governo de Cristo no coração de todos aqueles que nele creem. Como esse reino pode crescer em nós? Primeiro, é necessário que haja um semeador. A semente só nasce, cresce e frutifica se for semeada. Segundo, o semeador não pode fazer a semente crescer. O semeador pode plantá-la e regá-la, mas só Deus pode fazê-la crescer. Nas palavras de Charles H. Spurgeon, “é mais fácil eu acreditar que um leão tornar-se-á vegetariano do que acreditar que uma vida sequer possa ser salva pelo esforço humano”. Terceiro, o semeador não pode entender como a semente cresce. Deus age misteriosa, poderosa e inexplicavelmente na implantação de seu reino.

            Em segundo lugar, o progressivo desenvolvimento do reino de Deus (Mc 4.27,28). A semente lançada na terra cresce imperceptivelmente. A Palavra de Deus é incorruptível. Quando é semeada no coração humano, ela age secreta e eficazmente. A Palavra de Deus cresce automaticamente. A semente mostra seu poder, sem causas visíveis e sem esforço humano. O semeador espalha a semente, o pregador expõe, ilustra, adverte, confronta, consola e chama as pessoas ao arrependimento, mas ele não pode produzir esses efeitos. A princípio ele não vê resultado de seu trabalho, porém, surpreendentemente ele olha novamente e vê homens e mulheres, jovens e velhos, ricos e pobres, doutos e indoutos sendo transformados pelo poder da Palavra. A semente cresce invencivelmente. Ninguém pode deter o seu poder nem neutralizar seus resultados. O reino de Deus é vitorioso. A semente cresce gradualmente: Primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. Um grande carvalho hoje foi uma semente ontem. Ontem recém-nascidos, hoje pessoas maduras na fé. Deus não apenas está determinado a nos levar para o céu, mas, também, a nos transformar à imagem do Rei do céu.

            Em terceiro lugar, a gloriosa consumação do reino de Deus (Mc 4. 29). Há duas verdades retratadas neste versículo em apreço. A primeira delas é que o fruto maduro fala acerca da perseverante obra de Deus em nós. Deus nunca desiste daqueles a quem ele salva. Nossa salvação está garantida não pelo nosso esforço, mas pela ação poderosa de Deus. A segunda verdade é que a colheita final mostra a gloriosa e absoluta vitória do reino de Deus. A segunda vinda do Senhor Jesus será o dia mais glorioso da história. Ele virá com grande poder e majestade para buscar a sua igreja. Todo olho o verá. Todo joelho se dobrará diante dele e toda língua confessará que ele é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Receberemos, então, um novo corpo, um corpo semelhante ao corpo glorioso do Senhor Jesus. Todos nós seremos transformados e estarmos com ele para sempre, para contemplarmos sua face, deleitarmo-nos nele e reinarmos com ele pelos séculos sem fim.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Fonte: LPC

Estudante é espancada até a morte por não cantar hino louvando líder do Irã

 

Asra Panahi, de 16 anos, foi morta por policiais iranianos. (Foto: Reprodução/Wikipedia)

Os atuais protestos anti-regime, de adolescentes e jovens, ganharam força em todo o país.

Uma adolescente iraniana que participou do protesto desencadeado pela morte de Mahsa Amini, de 22 anos, também foi espancada até a morte pelas forças de segurança do Irã, por se recusar a cantar hino em louvor a Khamenei.

Ali Hosseini Khamenei é o líder supremo do Irã e também já foi o presidente do país de 1981 a 1989. O clérigo xiita de 83 anos, que tem a palavra final em assuntos militares, tem em seu histórico muitos protestos contra ele.

Aqueles que ousaram ir contra seu governo, estudantes, eleitores ou jornalistas, foram acusados de blasfêmia. Muitos enfrentaram chicotadas, prisões e até execuções.

No caso da estudante de 16 anos, Asra Panahi, foi espancada durante a invasão de sua escola, em Ardabil. Os militares estão invadindo as escolas que ainda insistem em protestar contra a morte violenta de Mahsa Amini, que foi espancada por policiais por não usar seu hijab corretamente. O regime iraniano, porém, nega as alegações.

Invasão, espancamento e morte

Os policiais iranianos exigiram que todos os alunos cantassem um hino pró-regime, elogiando o líder supremo aiatolá Khamenei. Aqueles que se recusaram foram espancados e presos. 

O incidente da última quinta-feira (13) deixou várias meninas da “Shahed Girls High School” hospitalizadas. Asra também chegou a ser atendida no hospital, mas não resistiu aos ferimentos, conforme o The Guardian.  

As estudantes iranianas, em todo o país, foram filmadas publicamente removendo seus hijabs, que são de uso obrigatório, e cantando slogans anti-regime. As forças de segurança tomaram conhecimento através de alguns vídeos que viralizaram e passaram a invadir escolas e universidades com total violência. 

Cristãos são condenados por causa da fé

O governo ditador do Irã é contra todo tipo de liberdade, tanto de expressão como religiosa. Só no primeiro semestre deste ano, 25 cristãos foram condenados à prisão por causa de sua fé. 

Cada um deles enfrentou acusações e condenações por, nas palavras do tribunal, “agredir contra a segurança por meio de associação e administração e formação de uma igreja evangélica doméstica e gerenciar um grupo/congregação com o objetivo de perturbar a segurança do país”.

Nos últimos meses, a pressão sobre os cristãos convertidos no Irã também tem aumentado com mais prisões e processos judiciais. “Pedimos às autoridades iranianas que parem imediatamente com as campanhas sistemáticas de prisões, detenções arbitrárias, apreensão de propriedades e julgamentos injustos contra cristãos e outras minorias religiosas”, apelou a Portas Abertas, no mês passado. 

“Ataques brutais e desumanos”

Vídeos também mostraram forças de segurança disparando gás lacrimogêneo nas escolas e conduzindo estudantes presos para carros que aguardavam.

O sindicato dos professores do Irã classificou os ataques como “brutais e desumanos” em um comunicado publicado no domingo e pediu a renúncia do ministro da Educação, Yousef Nouri.

“Não tenho permissão para ir à escola porque meus pais temem pela minha vida. Mas o que mudou? O regime continua a matar e prender estudantes”, disse um estudante que não se identificou, conforme o The Times of Israel.

A nação toda foi despertada após a covardia dos líderes iranianos que negam a repressão e continuam a agir com injustiça e violência. Além de Mahsa Amini e agora Asra Panahi, os manifestantes também lembraram de Nika Shahkarami, de 17 anos e Sarina Esmailzadeh, de 16 anos, outras duas alunas mortas pelas forças de segurança nas últimas semanas.

“Não é apenas a morte de Asra, a República Islâmica vem matando nosso povo há 40 anos, mas nossas vozes não foram ouvidas. Deixe o mundo saber que isso não é mais um protesto — estamos pedindo uma revolução. Agora que todos vocês estão ouvindo nossas vozes, não vamos parar”, concluiu outro manifestante que se identificou como Nergis.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE THE TIMES OF ISRAEL

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