terça-feira, 9 de agosto de 2022

A MENSAGEM DE PAULO À IGREJA

 

Paulo fala hoje

2 Timóteo 1-4

Introdução

O Rev. Handley Moule confessou ter-lhe sido muito difícil ler a segunda carta de Paulo a Timóteo sem sentir as lágrimas brotarem nos olhos. Isso é compreensível, já que se trata de um documen­to humano bastante comovedor¹.

Imaginemos o apóstolo Paulo o grande teólogo do Novo Testamento, o grande plantador de igrejas do cristianismo, já idoso, definhando numa masmorra escura e úmida em Roma, de onde não deverá sair, a não ser para a morte. O seu trabalho apostólico está concluído, tan­to que ele pode dizer: “completei a carreira”. Agora, no entan­to, compete-lhe tomar providências para que, depois da sua par­tida, a fé seja transmitida sem se contaminar, genuína, às gerações futuras. Assim ele dá a Timóteo esta soleníssima missão, bem como a igreja do Senhor Jesus. Timóteo precisava preservar, a qualquer preço, o que recebeu, e transmitir a homens fiéis, que por sua vez sejam também idôneos para ensi­nar a outros (2:2).

Para bem captar a mensagem da carta e sentir todo o seu im­pacto, é necessário entender a situação no contexto em que foi escrita.

Esta epistola trata-se de uma genuína carta de Paulo a Timóteo escrita por volta do ano 95 d.C. Podemos ver que alguns pais da igreja tais como Clemente de Roma, Inácio e Policarpo e Irineu fizeram alusões a ela

Paulo, escreveu esta carta quando estava preso em Roma,  pouco antes de morrer, durante a sua última e mais severa prisão, que Paulo enviou a sua segunda mensagem a Timóteo. Paulo escrevia à sombra de sua execução, que lhe parecia iminente. Além de ser uma comunicação muito pessoal ao seu jovem amigo Timó­teo, esta carta foi também o registro de sua última vontade, o seu testamento à Igreja.

Timóteo,  a quem a carta foi endereçada, era um jovem pastor e estava numa posição de responsabilidade, muito além da sua capacidade natural pos ele era um jovem timido e doente, mas agora tinha a incubência de pastorear a grande igreja de Éfeso capital da Ásia Menor. Uma grande obra lhe estava sendo confiada e, como Moisés, Jeremias e muitos outros antes e depois dele, Timóteo se sentia muito relutante em aceitá-la. Será que algum leitor destas pági­nas encontra-se numa situação semelhante? Você é jovem, fraco e tímido, e ainda assim Deus o está chamando à liderança? Esta carta contém uma mensagem especial para todos os tímidos os servos do Senhor.

Paulo ao escrever esta carta a Timóteo, tinha como grande preocupação o evan­gelho da graça de Deus, o depósito da verdade que lhe havia sido revelada e confia­da por Deus.

Timóteo é lembrado de que agora o precioso evangelho lhe foi confiado, que agora era a sua hora de assumir responsabilidade, de pregar, ensinar, e defender o evangelho contra os ataques e contra a falsificação, e de assegurar a sua correta transmissão às ge­rações vindouras. Este deasafio é também para a igreja hoje Em cada capítulo Paulo retorna ao mesmo assun­to básico, ou a algum aspecto dele.

O comentarista warren Wiersbe diz que nesta carta Paulo faz quatro apelos: “O apelo Pastoral, o apelo prático, o apeloprofético e o apelo pessoal”² . Estes apelos ou exortações são dirigidos a igreja do Senhor Jesus Cristo. Como servo e igreja de Jesus hoje nós precisamos:

I – PRESERVAR O PRECIOSO EVANGELHO(II Tm 1)

Antes de abordar o tema principal deste capítulo, que é a exorta­ção a Timóteo para não se envergonhar do evangelho e, sim, guar­dá-lo com toda a segurança (vs. 8-14), o apóstolo começa esta sua carta com a costumeira saudação pessoal (vs. 1, 2).Segue-se uma oração de agradecimento (vs. 3, 5) e uma admoestação (vs. 6, 8).

No parágrafo inicial deparamo-nos, de um modo muito vivido, com Paulo e Timóteo, o autor da carta e o destinatário, respectivamen­te.

1. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus (v. 1). Ele é um apóstolo de Cristo Jesus. O seu apostolado originou-se na vontade de Deus e consolidou-se na proclamação do evangelho de Deus, isto é, na “promessa da vida que está em Cristo Jesus”.

2. Timóteo, o filho amado de Paulo (vs. 2-8).Aqui Paulo chama Timóteo de “amado filho”, e em outra parte “filho amado e fiel no Senhor” (1 Co 4: 17), presumivelmente porque foi o instrumento humano usado para a conversão de Ti­móteo. A formação familiar, b. A amizade espiritual, c. O dom espiritual e d. A disciplina pessoal.Timóteo não deveria envergonhar-se desse ministério, nem temer exercê-lo.

3. O Evangelho de Deus (vs. 9,10)- Examinando com mais cuida­do a forma concisa com que Paulo apresenta o evangelho de Deus nestes versículos, constatamos que ele indica a sua essência (o que é o evangelho), a sua origem (de onde provém) e o seu fundamento (onde se baseia).

Timoteo, bem como a igreja tem uma grande responsabilidade perante o evangelho divino (vs. 11-18). Paulo dá três responsabiladades cnossa concernete ao evangelho: a. Nossa responsabilidade de comunicar o evangelho (v. 11); b. Nossa responsabilidade de sofrer pelo evangelho (v. 12a); c. Nossa responsabilidade de zelar pelo evangelho (vs. 12b-18).

Timóteo deveria “guardá-lo” preservar o Evangelho. É precisamente o mesmo apelo que Paulo lançou no final da sua primeira carta (6: 20), com a única diferença de que agora ele o chama de “bom”, literalmente “belo” depósito. O verbo (phylassõj tem o sentido de guardar algo “para que não se perca ou se danifique” (AG). É emprega­do com a idéia de guardar um palácio contra saqueadores, e bens contra ladrões (Lc 11: 21; At 22: 20). Fora há hereges prontos a corromper o evangelho e desta forma roubar da igreja o inesti­mável tesouro que lhe foi confiado. Cabe a Timóteo colocar-se em guarda.

O apóstolo dá a Timóteo a base segura de que ele necessita. Ti­móteo não pode pensar em guardar o tesouro do evangelho com força própria; somente poderá fazê-lo “mediante o Espírito San­to que habita em nós (v.14). A mesma verdade é ensinada na se­gunda parte do versículo 12. A maior parte dos cristãos está familiarizada com a tradução “por­que sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”.

Cristo o confiou a Paulo, é verdade, mas o próprio Cristo cuidará do depósito. E ago­ra Paulo o está confiando a Timóteo. E Timóteo pode ter esta mes­ma segurança para transmitir a igreja do senhor jesus e a igreja precisa preservar o evangelho.

Meus irmãos, em última análise, é Deus mesmo quem preserva o evangelho. Ele se responsabiliza por sua conservação. “Sobre qualquer outro fundamento a obra da prega­ção não se sustentaria nem por um momento”.³ Podemos ver a fé evangélica encontrando oposição em toda parte, e a mensagem apostólica sendo ridicularizada em muitos lugares onde fora pregada. Talvez vejamos uma crescente apostasia crescer na igreja, muitos de nossa geração abandonando a fé de seus pais. Mas não temos nada a temer! Deus nunca permi­tirá que a luz do evangelho se apague.

É verdade que ele o confiou a nós (igreja), frágeis e falíveis criaturas tão grande privilégio. Ele colocou o seu tesouro em frá­geis vasos de barro, e nós devemos assumir a nossa parte na guarda e na defesa da verdade. Contudo, mesmo tendo entregue o depósi­to aos cuidados de nossas mãos, Deus não retirou as suas mãos desse depósito. Ele mesmo é, afinal, o seu melhor vigia; ele saberá preservar a verdade que confiou à Igreja. Isto nós sabemos, porque sabemos em quem depositamos a nossa confiança, e em quem con­tinuamos a confiar.

Mas devemos resistir a esta tentação. Pois, antes de tudo, fomos chamados a guardar o evangelho, conservando-o puro, a qualquer preço, preservando-o de toda corrupção do mundo que não conhece a Jesus.

Guardá-lo fielmente. Difundi-lo ativamente. Sofrer corajosa­mente por ele. Esta é a nossa tríplice esponsabilidade perante o evangelho de Deus, de acordo com este primeiro capítulo. Não importa mesmo que alguns vanham abandonar o evangelho, como acontecera na época do apóstolo Paulo, pois ele diz: “Estás ciente de que todos da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Figelo e Hermógenes”(II Tm 1.15), mas a igreja precisa continuar firme no evangelho do Senhor Jesus.

 II – SOFRER PELO EVANGELHO(II Tm 2.1-26)

Depois de falar sobre a grande responsabilidade de Timóteo e da igreja. O apóstolo nos fala dos grande desafio de Timóteo e da igreja.

O primeiro capítulo termina com a pesarosa referência que Paulo fez à generalizada deserção dos cristãos na província romana da Ásia (1: 15). Onesíforo e sua casa talvez tenham sido a única exce­ção. Agora Paulo insta com Timóteo para que ele se mantenha fir­me, em meio à debandada geral. Esta é a primeira de uma série de exortações similares na carta, que começam com su oun ou su de, “tu, pois” ou “mas tu”, ordenando que Timóteo resista a várias coisas predominantes naquela época.

É co­mo se Paulo lhe dissesse: “Não te importes com o que outras pes­soas possam estar pensando, dizendo ou fazendo. Não te importes com a fraqueza e a timidez que talvez estejas sentindo. Quanto a ti, Timóteo, sê forte!”

No restante deste segundo capítulo de sua carta, Paulo prossegue abordando o ministério do ensino, ao qual Timóteo foi cha­mado, Como ilustração, Paulo faz uso de seis vividas metáforas. As três primeiras são suas imagens favoritas: o soldado, o atleta, e o lavrador. Em cartas anteriores ele já fizera uso delas, em várias ocasiões, para salientar muitas verdades. Aqui todas elas enfatizam que a obra de Timóteo exigirá vigor, envolvendo tanto labuta quanto sofrimento.

Participa dos meus sofrimentos, como um bom soldado de Cristo Jesus (II Tm 2.3,4). O apóstolo estava preso sofrendo por causa do evangelho.Segundo alguns historiadores o imperador Nero em 17 de julho de 64 d.C. querendo reconstruir uma capital mais bonita e moderna incendiou a cidade de Roma.Dos quatorze bairros dez foram destruídos pelas chamas. Os quatro bairros restantes bem povoados por judeus e cristãos deram a Nero o álibi, a Nero  de lançar a culpa sobre os cristãos. Então começou uma grande perseguição contra a igreja. Diz-se que naquela época faltou madeira para fazer cruzes, diante do numero tão grande de cristãos que foram crucificados em Roma. Segundo o comentarista Hernandes Dias Lopes “Foi nesse tempo de atroz e amarga perseguição aos cristãos que Paulo foi preso novamente e jogado numa prisão imunda como um criminoso comum, ou seja, como um malfeitor”. 4Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou.

A aplicação de tal versículo não é somente restrita a pastores. Cada cristão é, num certo grau, um soldado de Cristo, ainda que seja tímido como Timóteo. Não importando qual seja o nosso temperamento, não podemos evitar o conflito cristão. Se que­remos ser bons soldados de Cristo, devemos dedicar-nos à bata­lha, comprometendo-nos com uma vida de disciplina e de sofri­mento, e evitando tudo o que possa nos “envolver” e assim nos desviar do seu propósito.

Igualmente o atleta não é coroado, se não lutar segundo as normas(II Tm 2.50).Agora Paulo desvia os seus olhos da imagem do soldado romano para a do competidor nos jogos gregos. Em nenhuma competição atlé­tica do mundo antigo (assim como hoje também) o competidor dava uma demonstração de força ou de habilidade ao acaso. Cada esporte tinha as suas regras para a competição, e às vezes também para o treino preparatório.

Assim, Timóteo e a igreja deve confiar o depósito a homens fiéis. Somente se ele, como Paulo, perseverar até a fim, combatendo também o bom combate, completando a car­reira e guardando a fé, somente assim poderá ele esperar receber, no último dia, a mais desejável de todas as coroas: “a coroa da justiça” (2Tm4:7-8).

O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos(II Tm 2.6).Tendo o atleta de competir com honestidade, o lavrador, por sua vez, tem de trabalhar arduamente. O sucesso na lavoura só é conseguido com muito trabalho. Isso é verdade particularmente em países em desenvolvimento, antes de se ter as técnicas da mecanizaçãomoderna.

A que espécie de colheita se refere o apóstolo? Duas interpre­tações apresentam maiores evidências bíblicas. Primeira, a santidade como colheita. Verdadeiramente, a santi­dade é “fruto (ou colheita) do Espírito”, sendo que o próprio Espírito é o principal agricultor, que produz uma boa safra de qualidades cristãs na vida do cristão. No entanto, nós também temos que fazer a nossa parte. Temos de “andar no Espírito” e “semear no Espírito” (Gl 5: 6; 6: 8), seguindo os seus impulsos e disciplinando-nos, para fazermos a colheita da santidade. Como o Rev. Ryle enfatiza repetidas vezes em seu notável livro Santidade: “não há prêmio sem esforço”.

A segunda interpretação é que a conquista de conversões é também uma colheita. “A seara na verdade é grande”, disse Jesus referindo-se aos muitos que esperam por ouvir e receber o evan­gelho (Mt 9: 37; cf. Jo 4: 35; Rm 1:13).

Somente como igreja, se nos entregarmos sem reservas às nossas labutas como soldados, corre­dores e agricultores, poderemos esperar resultados. Somente se cortarmos a verdade em linha reta e não nos desviarmos dela, se­remos aprovados por Deus e não teremos do que nos envergonhar. Somente se nos purificarmos do que é ignóbil, de todo erro e peca­do, seremos vasos para uso nobre, úteis ao Senhor da casa. Somen­te se formos bondosos e avessos às intrigas, como fiéis servos do Senhor, Deus concederá aos nossos adversários arrependimento, conhecimento da verdade e livramento do diabo.

Tal é a nossa responsabilidade de labutar e sofrer pelo evange­lho. Assim, não é de se estranhar que este capítulo 2 tenha co­meçado com a exortação: “fortifíca-te na graça que está em Cris­to Jesus”.

III – PERMANECER NO EVANGELHO!(II Tm 3)

Deitado em sua cela, prisioneiro do Senhor, Paulo ainda se preo­cupa com o futuro do Evangelho. Sua mente vagueia pensando ora na maldade dos tempos, ora na timidez de Timóteo. Timóteo é tão fraco, e a oposição tão forte! Parece estranho que um ho­mem assim seja chamado, em tal situação, a combater pela verda­de. Assim o apóstolo começa com um vivido esboço desse cená­rio e, em oposição a tal pano de fundo, conclama Timóteo, a des­peito dessa situação caracterizada por um generalizado desvio de Deus, e a despeito da fraqueza de temperamento de Timóteo, a continuar fiel ao que aprendera.

Enfrentando tempos difíceis (vs. 1,2a) –Sabe, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; 2pois os homens serão egoístas,. .. Por que será que Paulo inicia este capítulo dando uma ordem tão en­fática a Timóteo: “sabe, porém, isto”? Afinal, a existência de uma ativa oposição ao evangelho era evidente.

Os homens maus são descritos (vs. 2-9) – O restante deste primeiro parágrafo do capítulo 3 dedica-se a uma perfeita descrição de tais homens. Paulo delineia particularmente a conduta moral (vs. 24), a observância religiosa (v.5) e o zelo proselitista (vs. 6-9) deles.

3. Permanecendo firme na fé (vs. 10-15), Timóteo e a igreja foram chamados pra viver pela fé.

4. A origem e o propósito da Escritura (vs. 15b-17) – Duas verdades fundamentais a respeito da Escritura são afirmadas aqui. A primeira concerne à sua origem (de onde ela provém) e a segunda ao seu propósito (o que ela pretende).

A primeira verdade é que “toda Escritura é inspirada por Deus”; ela é “soprada” por Deus. Alguns teólogos traduziram as primeiras palavras do versículo 16 assim: “toda Escritura inspirada é proveito­sa”.   Tal tradução daria lugar a uma dupla limitação da Escritura.

A segunda verdade abordada neste trecho refere-se a que Paulo explica o propósito da Escritura: “ela é útil ao ensino”. E isso decorre precisamente do fato de ser inspirada por Deus. Somente a sua origem divina garante e explica a sua utilidade para o homem. Para mostrar o que isso significa, Paulo emprega duas expressões.

Considerando tudo o que foi dito neste capítulo, podemos apreciar a relevância da mensagem de Paulo à nossa sociedade pluralista e permissiva.

 Os “tempos difíceis”, em que estamos vivendo, são desconcertantes. Às vezes nos perguntamos se o mundo e a igreja ficaram loucos, por serem tão estranhos os seus pontos de vista e tão frouxos os seus padrões. Alguns cristãos foram arrastados de seus ancoradouros por uma onda de pecado e de erro. Outros procuram esconder-se, como se fosse a melhor esperança de sobrevivência, a única alternativa para não capitularem. Mas estes processos não são cristãos. “Tu, porém”, Paulo nos diz, como o disse a Timóteo, “permanece naquilo que aprendeste, ainda que a pressão para se acomodar seja muito forte. Não importa que sejas jovem, inexperiente, tímido e fraco. Não importa se acontecer de ficares testemunhan­do sozinho.

 Até aqui seguiste o meu ensino; permanece, pois, da­qui para a frente, naquilo em que vieste a crer. Conheces as cre­denciais bíblicas da tua fé. A Escritura é inspirara por Deus, e útil. Mesmo em meio a estes tempos difíceis, em que os homens maus e impostores vão de mal a pior, ela pode te suprir e te equipar para o teu trabalho. Que a Palavra de Deus te faça um homem de Deus. Permanece leal para com ela, e ela te conduzirá à maturidade cristã.”

IV – PREGAR O EVANGELHO!(II Tm 4)

Este capítulo contém parte das últimas palavras proferidas ou es­critas pelo apóstolo Paulo.    São, certamente, as últimas que fo­ram preservadas.    Foram escritas a semanas, talvez não mais do que poucos dias antes do seu martírio.   De acordo com antiga tradição fidedigna, Paulo foi decapitado na Via Ápia.   Por trinta anos ininterruptos trabalhara como apóstolo e evangelista itinerante.   Fez, na verdade, o que ele mesmo escreve aqui: combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé (v.7). 

A primeira parte do capítulo toma a forma de uma comovente in­cumbência.   “Conjuro-te, perante Deus”, assim começa.   O verbo diamartyromai tem conotações legais e pode significar “testificar sob juramento” numa corte de justiça, ou “adjurar” uma testemu­nha a assim proceder.   No Novo Testamento refere-se a qualquer “elocução solene e enfática”.   A exortação de Paulo é endereçada, em primeiro lugar, a Timóteo, seu delegado apostólico e represen­tante em Éfeso.   É aplicada, também, a cada homem chamado a um ministério evangelístico ou pastoral, ou mesmo a todos os cristãos.

Há três aspectos da exortação a serem estudados, os quais são: sua natureza (o que Paulo de fato está comissionando a Timóteo), sua base (os argumentos sobre os quais Paulo baseia a sua exorta­ção)e uma ilustração pessoal dela, do exemplo do próprio Paulo em Roma.

1. A natureza da exortação (v.2) – Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.

Timóteo deve “pregar” esta palavra; ele deve falar o que Deus falou. Sua responsabilidade não é somente ouvir essa palavra, crer nela e obedecê-la, nem somente guardá-la de toda falsidade; nem somente sofrer por ela e permanecer nela; mas, sim, pregá-la a outros. São as boas novas de salvação para os pecadores. Assim ele deve proclamá-la como um arauto em praça pública (kèryssö, cf. këryx, “um arauto” em 1: 11). Para fazê-la conhecida, deverá levantar a sua voz para todos, sem temor.

Paulo prossegue mostrando quatro sinais que deverão caracte­rizar a proclamação a ser feita por Timóteo.

a.  Uma proclamação urgente- O verbo ephistëmi, “instar”, significa literalmente “assistir”, e assim “estar de prontidão”, “estar disponível”. Aqui, contudo, pa­rece ter o sentido não somente de alerta e zelo mas de insistência e urgência. “Nunca perca o teu sentido de urgência” (CIN). Nu­ma forma lânguida e indiferente, certamente não se faz

b. Uma proclamação contextual-O arauto que anuncia a Palavra deve corrigir, repreender e exortar.

c.Uma proclamação paciente-Mesmo devendo instar (esperando obter das pessoas rápidas deci­sões em resposta à Palavra), devemos ter “toda a longanimidade na espera por essa resposta”. Nunca devemos nos valer do uso de técnicas humanas de pressão ou tentar forçar uma “decisão”.

      d,   Uma proclamação inteligente

Não devemos só pregar a palavra, mas também ensiná-la, ou me­lhor, pregá-la “com toda a doutrina” (këryxon. . . en pasë... didachè). Tal é a instrução de Paulo a Timóteo. Ele deve pregar a Pala­vra anunciando a mensagem dada por Deus, mas deve fazê-lo com um sentido de urgência, deve aplicá-la ao contexto da situação pre­sente, deve ser paciente em seu modo de ser e inteligente na sua apresentação.

2. A base da exortação ( vs. 1, 3-8)

Pede que Timóteo olhe a três direções: primeiro para Jesus Cristo, o juiz e rei que retor­na; em segundo lugar, ao cenário contemporâneo; e, em terceiro, a ele, Paulo, o idoso prisioneiro à beira do martírio.

Conclusão

Helen Roseveare, ela chegou no Congo com 28 anos de idade, a Dra. Helen era médica com doutorado em medicina na Universidade de Cambridge com formação também em enfermagam, solteira, sozinha ela foi para o interior do Congo, em uma em que aquele país passava por uma guerra civil. Ali ela começou a trabalhar, pregar a Palavra de Deus incansavemente. Ela fundou uma escola de enfermeiras treinou em poucos anos cem enfermeiras missionárias e espalhou por todo o país.

Não havendo hospitais naquela região que ela trabalhava como médica, ela escreveu para sua igreja na Inglaterra que enviou uma boa oferta e construiu um hospital com cem leitos, mas o Congo era um país muito perigoso naquela época, certa feita a Dra Helen foi sequestrada por um grupo de rebeldes guerreilheiros, e eles a leveram-na e a mantiveram-na em cativeiro durante um longo período… Ela escreveu em seu diário algumas coisas, ela disse: eles me puxavam pelos pés, batiam em minha cabeça, chutavam-me na boca, quebraram os meus dentes, me humilharam, insultaram, agrediram dia a dia.

Semanas depois ela escreveu: em uma das noites o horror ultrapassou todos os limites, e fui violentamente abusada sexualmente, eu senti que Deus havia me abandonado.

Dias depois, ela escreveu: Logo depois senti uma impressionante presença de Deus que me dizia, Helem estes não são os seus sofrimentos, são os meus e o Senhor me encontrou com braços abertos e indizível amor, seu conforto foi total e eu ententi que o seu amor me era suficiente.

Ela foi liberta do cativeiro, voltou para a Inglaterra, ficou praticamente um ano internada para se recuperar dos dentes quebrados, ossos quebrados, do trauma psicológico emocional, durante um ano.

Depois recebeu alta dos médicos daquele hospital inglês, voltou para a sede da missão  UEC, dizendo eu quero voltar para o Congo. E a diretoria disse: nós não vamos enviá-la a situação do Congo está mais difícil do que antes. Ela disse: se vocês não me enviarem eu saiu da missão para voltar para o Congo porque Deus me quer naquele lugar, eu ainda não pregeuei a palavra a todos que Deus colocou em meu coração.

E a missão a enviou para o Congo, ela voltou para o mesmo lugar, percebeu que os guerelheiros havia destruido aquele lugar… ela deixou aqueles país com centenas de pessoas que houviram a palavra de Deus. Ela foi uma mulher que rodou o mundo dando testemunho, mobilizando jovens para obra missionária.

Segundo o pastor Ronaldo Lidório a missionária Helen antes dela morrer, ela escreveu um artigo, que resume bem o ensino da teologia reformado da centraliadade da palavra de Deus, não apenas uma palavra liturgica,  não apenas uma palavra que tem espaço em nossa biblioteca porque está em nossa língua, mas uma palavra que nos desafia e nos transforma: quando nos transforma e nos empele a pregar este evangelho que tanto mexe com o nossso coração.

Dra. Helem escreve neste artigo o seguinte: “O PROBLEMA É QUANDO NÃO QUEREMOS SÓ JESUS, QUEREMOS JESUS E MAIS ALGUMA COISA, QUEREMOS JESUS E A POPULARIDADE, QUEREMOS JESUS E O SUCESSO, QUEREMOS JESUS E OS APLAUSOS, QUEREMOS JESUS E O RECONHECIMENTO, QUEREMOS JESUS MAS TAMBÉM SERMOS OS PRIMEIROS, E SERMOS OS MELHORES, NÃO MEUS IRMÃOS, NÓS DEVEMOS DESEJAR SÓ JESUS”.

Pastor: Eli Vieira

Fonte: Adapitado do Comentário de John Stott de 2 Timóteo

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

O PROFETA JOEL FALA HOJE



O PROFETA JOEL FALA HOJE

 Joel 1:1-2:21

Deus dirige os eventos da História. Não há qualquer casualidade aqui. Os gafanhotos e a seca  são agentes de Deus. Eles não agem fora do controle divino. Todas as coisas estão sob seu controle e tudo concorre para a realização de sua soberana vontade.

Joel desejava que o povo de Judá compreendesse o que Deus estava falando por meio da praga e da seca. Em nosso tempo, as nações do mundo estão passando por secas e fome severas, epidemias assustadoras, terremotos inesperados, enchentes devastadoras e outras "catástrofes naturais", sendo que tudo isso tem afetado profundamente a economia global e, no entanto, poucas pessoas se perguntam: "O que Deus está nos dizendo?" Joel escreveu seu livro para que o povo soubesse o que Deus estava lhes dizendo por meio desses acontecimentos críticos.

                Ao olharmos para aquele momento em que o servo de Deus pregou, devemos perguntar: o que nos ensina a mensagem do profeta Joel? A mensagem de Joel nos ensina que:

  1-A LAMENTÁVEL SITUAÇÃO DEVE NOS MOTIVAR A CLAMAR A DEUS (Joel 1.14,19).

                O profeta Joel foi levantado por Deus para transmitir a sua mensagem em um momento marcado pela crise, causada principalmente por causa da seca e da praga de gafanhotos. A situação da terra é descrita no capítulo 1 e pode ser resumida nos versículos 10 e 14b, onde podemos ver: a devastação do campo; cessação do serviço religioso, crise espiritual, tristeza e desolação.

Este era o cenário que traduzia a lamentável situação da terra. Diante deste quadro desolador em que a nação se encontrava, muitas pessoas murmuravam, choravam, lamentavam, etc. Diante deste cenário econômico triste e desafiador para os habitantes de Judá, o profeta exorta o povo a clamar ao Senhor e promulgar um santo Jejum (Joel 1:14).

O profeta Joel nos ensina, que a lamentável situação deve nos motivar a buscar a Deus e não murmurar. Devemos clamar aquele que é poderoso para intervir e mudar a situação lamentável que muitas vezes enfrentamos. Esse deve ser o Projeto do Povo de Deus. Esse deve ser o projeto da Igreja na atualidade em que estamos vivendo em nosso país e no mundo, em meio crise política, moral e espiritual da nossa nação e do mundo. Deve ser o  meu e o seu projeto em momentos de lutas, certos de que Deus ouve e responde a orações dos seus servos.

2- AS MISERICÓRDIAS DE DEUS, DEVE NOS LEVAR AO ARREPENDIMENTO (Joel 2.12-19).

 Judá estava vivendo um momento de tristeza e dor, porque havia se afastado da Palavra de Deus e do Deus da Palavra, e como consequência deixaram-se levar pelo pecado.

O povo estava sendo disciplinado pela seca e pela praga, permitidas por Deus, para falar à nação que ela precisava se arrepender dos seus pecados, e olhar para as misericórdias do Senhor que controla todas as coisas, que não se limita as concepções humanas. Naquele momento, o profeta prega que Judá precisava abandonar os seus pecados e voltar-se para Deus, confiando somente em suas misericórdias e pedir perdão de todo coração.

Hoje, quando nós olhamos para o Brasil e o mundo, podemos ver a idolatria, a injustiça social, feitiçaria, violência, prostituição infantil, o sincretismo religioso, etc., isto é, a depravação total. A solução para situação em que estamos vivendo, é o homem se a arrepender dos seus pecados e confiar nas misericórdias de Deus, na certeza de que no Senhor, há perdão e restauração para todos que se rendem a Jesus.

 3-AS PROMESSAS DE DEUS, DEVE NOS ENCHER DE ESPERANÇA (Joel 2.18-32).

                Em Joel 2:18 o Senhor se mostra zeloso de sua terra, compadecendo-se do Seu povo e promete bênçãos grandiosas. Podemos classificar estas bênçãos, como sendo de ordem: materiais, espirituais e eternas. Deus promete ao povo normalidade na produção, dizendo:”… eis que vos envio o cereal e o vinho, e o óleo… os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, etc. (2:19,22-26). Deus promete proteção (2:20,21,27), estabilidade climática (2:23), fartura e alegria (2:24,26) e o derramamento do Espírito Santo (2:22-32). Diante de tais promessas de Deus, o profeta Joel desafia o povo de Judá a renovar a esperança.

Meus irmãos, diante das promessas do Senhor, nós somos desafiados a nos enchermos de esperança, e não ficarmos desanimados, murmurando, chorando, etc. Como o teólogo calvinista suíço Emil Brunner disse: “O que o oxigênio significa para os pulmões, é a esperança para o sentido da vida”. Hoje, diante das dúvidas e incertezas, há muita gente ansiosa, desesperada, buscando um sentido para a vida nos prazeres carnais, nas drogas, nas religiões, etc., sem, contudo, encontrar uma saída, porque estão pondo suas esperanças onde não há esperança. Como igreja do Senhor, devemos confiar nas promessas de Deus e no Deus das promessas, na certeza de que Ele pode mudar a nossa situação e vai mudar se nos voltarmos para Ele, como Ele nos ensina em Sua Palavra (2 Cônicas 7.13,14).Desperta! É tempo de confiarmos nas promessas de Deus e nos voltarmos para Ele.

Portanto, não sei qual é o teu problema hoje, mas eu sei que o nosso Deus não mudou, ele é imutável, ele permanece o mesmo. Por isso podemos confiar nas suas promessas e nos encher de esperanças e ouvir o que o profeta Jeremias também nos diz em Lamentações 3:21 ” Quero trazer a memória o que me pode dar esperança”. O que você está trazendo a memória neste momento? Pare e pense? Olhe para Deus, independente das circunstâncias, clame ao Senhor, confie nas suas misericórdias e firme a sua vida nas promessas do Senhor, na certeza de que há esperança para mim, para você o Brasil. No Senhor está a nossa Salvação.

Autor Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte e pastor da Igreja Presbiteriana Semear Itabuna-BA.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Encontro de Casais da IP Semear

 



No dia 30 de julho de 2022 às 19h aconteceu o Encontro de Casais da Igreja Presbiteriana Semear, na oportunidade a igreja Presbiteriana Semear de Itabuna contou com a presença do Pastor Kaique Brito e sua esposa os quais ministraram a Palavra de Deus  para os casais presentes em nosso encontro.





O Encontro de casaias foi uma realização do Ministério de Casais da IP Semear, sob a liderança dos nossos irmãos Pb. Mauro Lopes de sua esposa irmã Samara.Foi um momento de celebração, comunhãoe e edificação para a glória de Deus e fortalecimento dos casais.


Casais























Aviva Semear 2022

 



No dia 13 de julho de 2022 às 19h aconteceu o Aviva Semear 2022, na oportunidade a Igreja Presbiteriana Semear de Itabuna-BA contou com a presença do Pastor José Jerônimo e  o Ministério de Louvor da Igreja Presbiteriana Filadélfia de Itabuna-BA . 

Foi um momento de celebração e comunhão, onde podemos contatar com a presença dos irmãos de outras igrejas do presbitério Grapiúna da Bahia, bem como a participação do pastor Guilherme e do pastor Deda .Na oportunida todos celebraram ao Senhor e foram edificados pela Palavra de Deus anunciada pelo pastor Jerônimo.











sexta-feira, 29 de julho de 2022

O DEUS QUE AGE

 


Texto: Josué 4.1-24

Nos dias difíceis que estamos vivendo, muitos creem que Deus reina soberano no céu, mas muitos não acreditam que ele reina na terra. Muitos duvidam de sua soberana providência no mundo pós-moderno (atual), acham que ele não está conosco, não se interessa com o que está acontecendo em nossas vidas, família, igreja, nação, etc. Mas, quando estudamos a Palavra de Deus, podemos ver que o nosso Deus é transcendente, mas também imanente, olhe e veja, a sua intervenção na história de Israel.

No livro de Josué, aprendemos algumas lições importantes sobre o agir soberano de Deus na história de Israel. E os capítulos 3 e 4 nos ensina, que o Deus que Age:

1-CUMPRE A SUA PALAVRA (Js 3.1-13; 4.10) – No livro de Josué, podemos ver Deus  cumprindo a sua Palavra, como ele falara ao seu servo Josué (Js 1.1-9;3.7,8 e 15). Diante desta verdade, aprendemos que podemos confiar na Palavra e no Deus da Palavra, pois ele não é como o homem. Sua Palavra é verdadeira e imutável, Deus não muda (Ml 3.6).

O Senhor Jesus nos ensinou dizendo: “PASSARÁ O CÉU E A TERRA, PORÉM AS MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO”(Mt.24.35). Nós podemos confiar na Palavra viva e eficaz do nosso Deus. Ela é Palavra que nos encoraja, renova e santifica como nos diz o apóstolo João “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”(Jo 17.17). Ela é, a nossa regra de fé e prática, para vivermos neste mundo de forma diferente, independente das circunstâncias que nos cercam. O escritor J. I. Packer disse: “para os puritanos a Bíblia em seu todo e em suas partes era o pronunciamento de Deus… e servir a Deus significava obedecer a Bíblia”(Entre os Gigantes de Deus). Nesta atualidade muitos não querem fundamentar suas vidas na Palavra, mas querem viver uma vida sem as Santas Escrituras.

Meus irmãos, como servos de Deus, não podemos nos conformar com o mundo, mas se queremos fazer diferença neste mundo hoje, precisamos fundamentar a nossa conduta na Palavra viva, sant e eficaz, porque só na Bíblia Sagrada, nós  encontramos “todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para glória dEle, para salvação, fé e vida do homem…” como nos ensina a Confissão de Fé de Westminster.

 

2- É O DEUS SOBERANO (3.14-17;4.1-9) – O Deus que Age, é Todo-Poderoso, é o Senhor do impossível. Nada é difícil para Ele. Nos capítulos 3 e 4 de Josué, contemplamos o agir soberano de Deus, fazendo as águas do Rio Jordão pararem de maneira inédita, fato igual a este Israel não havia visto contemplado durante aquele período no deserto.

Meus amados irmãos, o nosso Deus é especialista em fazer coisas inéditas, nada é impossível para Ele. Deus não está limitado a visão do  homem. Ele ainda hoje é o Deus imutável, soberano o criador dos céus e da terra. O mesmo Deus que abriu o mar vermelho (Êx.14.15-31), que derrotou o Faraó  do Egito juntamente com o seu exército, ele não está morto, mas continua agindo ainda hoje, lutando por seu povo de tal maneira que ninguém pode impedir “…agindo eu quem impedirá?”(Isaías 43.13), de tal maneira que nele podemos confiar.

Desse modo, meus irmãos diante das dificuldades da vida, precisamos confiar em Deus, entregar os nossos problemas, sonhos e projetos nas mãos dEle, na certeza que Deus proverá, pois nada é impossível para o Senhor. Não diga, eu tenho um grande problema, mas fale, eu tenho um grande Deus maior do que todos os meus problemas, e nada é impossível para o Soberano Deus a quem nós servimos resolver. Ele está vivo, tem o controle da minha vida e de tudo e de todos em suas mãos. Sua mão é forte e poderosa e não está encolhida, por isso, nEle nós podemos confiar.

 

3- É O ÚNICO DIGNO DE GLÓRIA(4.21-24) – Deus realizou aquele milagre extraordinário, não só para que Israel entrasse na terá prometida, mas para que Israel e os demais povos da terra soubessem que Ele é verdadeiramente e o único Deus digno de temor, honra e glória (Josué 4.24). Só o Senhor é Deus. Sua mão é forte, para livrar, salvar, para fazer aquilo que o homem não pode fazer.

Como povo especial de Deus, liberto pela graça e misericórdia do Senhor da escravidão do Egito e chegando à terra prometida, Israel precisava viver para honra e glória de Deus. Este  era o fim principal da existência do povo de Israel. Deus libertara Israel pra viver em santidade e glorificar o seu nome, independente, de qualquer circunstância na jornada da vida. Meu irmão, você está enfrentando lutas em sua vida, família, empresa, etc. Não deixe de confiar no Senhor, mas entregue tudo nas mãos dEle, como nos ensina o salmista “entrega o teu caminho (vida) ao Senhor confia nele e o mais ele fará” (Sl 37.5). Deus conhece a minha e a tua vida, ele  conhece o nosso andar, sabe o momento que estamos passando, as circunstâncias que você está vivendo, e ele nos diz: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel”(Isaías 41.10).

Portanto, não desanime, mas creia que a nossa vitória está no Senhor. Quando você alcançar a sua vitória diante dos inimigos, glorifique o nome do Senhor, manifeste a sua glória e o seu amor através do seu viver, para que todos saibam que o Senhor é Deus (1 Co 10.31). O Senhor continua agindo ainda hoje. Nele estar a nossa esperança e salvação. A Deus somente a glória para todo sempre.

Pr. Eli Vieira formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte, Recife-PE e pastor da Igreja Presbiteriana Semear, Itabuna-BA.

terça-feira, 19 de julho de 2022

COMO TRANSFORMAR A DERROTA EM VITÓRIA?

 



Josué 7.10-8.1-35

No dia 12 de agosto de 1849 o famoso pregador britânico F. W. Robertson disse: A vida, assim como a guerra, é uma série de erros, e não é o melhor cristão nem o melhor general que dá o menor número de passos em falso. A mediocridade pode levar a essa ideia. Na verdade, porém, o melhor é aquele que conquista as vitórias mais esplêndidas extraindo-as dos erros. Esqueça os erros; use-os para organizar vitórias. Essas palavras, afirma exatamente o oposto do que quase todos hoje em dia – inclusive as pessoas da igreja – pensam da vida.

Henry Ford teria concordado com Robertson, pois definia um erro como “uma oportunidade de recomeçar de modo mais inteligente”. Josué também teria concordado, pois estava prestes a “recomeçar de modo mais inteligente” e a transformar seus erros em vitória. Mas, para transformarmos as nossas derrotas em vitórias, nós precisamos:

1- ELIMINAR O PECADO JS 7.10-13

Israel havia enfrentado a grande cidade de Jericó, para os soldados de Josué, vencer a cidade de Ai seria algo fácil. Mas, após a grande vitória contra a poderosa Jericó, foi derrotado de forma humilhante por Ai (Josué 7). A causa da derrota coletiva foi o pecado de Acã. O erro de Acã levara Israel a uma derrota humilhante, a um desastre inconcebível naquele momento. Como consequência Deus se irou contra Israel e não só contra Acã? A resposta para a ira de Deus contra Israel está na doutrina da Aliança (pacto), o erro de um era o erro de todos. A causa da derrota de Israel foi a desobediência de Acã (Js 7.1,20,21).

Oh meus irmãos, como consequência da desobediência, Israel foi derrotado ( Js 7.2-5) Josué e os seus soldados ficaram desesperados (Js7,6-9) de tal maneira que Josué não sabia mais o que fazer. Naquele momento difícil Josué buscou a face do Senhor então Deus lhe deu a direção Js 7.10-15). A oração trouxe a descoberta do pecado (Js 7.16-21). Com a descoberta do pecado, Josué precisou tratar o erro, para isso ele aplicou a disciplina (Js 7.22-26) e assim o pecado foi eliminado do meio da congregação do povo de Deus.

Meus irmãos, assim podemos ver que o pecado foi investigado, identificado, confessado, julgado e punido. Israel precisava continuar marchando e Ai precisava ser enfrentada e derrotada.

2-RECOMEÇAR DE NOVO (JS 8:1, 2)

Uma vez que a nação de Israel havia julgado o pecado que contaminara o arraial, Deus poderia lhes falar em misericórdia e dirigi-los na conquista da terra. “O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se com praz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (SI 37:23, 24).

Não importa quantos erros venhamos a cometer, o pior erro de todos é não tentar outra vez. Alexandre Whyte diz: “A vida cristã vitoriosa é uma série de recomeços”. O capitulo de Josué 8 nos ensina a transformar derrotas em vitória. Nele aprendemos a recomeçar de forma mais inteligente. Para recomeçar o ponto partida é a palavra de Deus. Porque na Palavra de Deus é:

A palavra de ânimo (v. 1a). O fracasso costuma ser acompanhado de duas reações: o desânimo em função do passado e o medo do futuro. Olhamos para trás e nos lembramos dos erros que cometemos, e, em seguida, olhamos adiante e nos perguntamos se há algum futuro para pessoas que fracassam tão tolamente.A resposta para nosso desânimo e medo é ouvir e crer na Palavra de Deus: “Não temas, não te atemorizes” (v. 1).

Veja as declarações de “não temas” em Gênesis, Isaías 41 – 44 e nos oito primeiros capítulos de Lucas. Deus nunca desencoraja seu povo de fazer progresso. Enquanto obedecemos a seus mandamentos, temos o privilégio de nos apropriarmos de suas promessas. Deus tem prazer em “mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16:9).

A palavra de instrução (vv. 1b-2). Deus sempre tem um plano para seu povo, e a única forma de alcançarmos a vitória é obedecer às instruções do Senhor. Em sua primeira investida contra Ai, Josué seguiu o conselho de seus espias e usou apenas parte do exército, mas Deus lhe ordenou que levasse “toda a gente de guerra” (Js 8:1). O Senhor também disse a Josué para usar uma emboscada e aproveitar-se da autoconfiança de Ai em decorrência da primeira derrota de Israel (Js 7:1-5). Por fim, Deus deu aos soldados o direito de apropriar-se dos despojos, mas deviam queimar a cidade. Se Acã tivesse esperado apenas alguns dias, poderia ter pego toda a riqueza que quisesse. Deus sempre dá o que há de melhor para aqueles que deixam a escolha ao encargo dele. Quando corremos na frente do Senhor, normalmente nos privamos de bênçãos e prejudicamos a outros.

A palavra de promessa (v. 1c). “Olha que entreguei” – essa foi a promessa de Deus (ver Js 6:2) e a garantia a Josué de que teriam a vitória, desde que obedecessem às instruções do Senhor. Mas é preciso nos apropriarmos de todas as promessas pela fé. A promessa de Deus não tem eficácia alguma a menos que seja “acompanhada pela fé” (Hb 4:2). Israel sofreu uma derrota terrível por ter agido de modo presunçoso no primeiro ataque contra Ai. As promessas de Deus fazem a diferença entre a fé e a presunção.Não importa quão terrível tenha sido nosso fracasso, podemos sempre nos levantar e começar outra vez, pois nosso Deus é um Deus de recomeços.

Hoje em dia meus irmãos, Deus não nos fala de modo audível, como acontecia com frequência nos tempos bíblicos, mas temos a Palavra de Deus diante de nós e o Espírito de Deus dentro de nós; e Deus nos guiará, se esperarmos pacientemente na sua presença e se assim recomeçarmos nós vamos transformar as nossas derrotas em vitórias.

3- SEGUIR A ESTRATÉGIA DE DEUS (JS 8:3-13)

Meus irmãos, Deus não é apenas o Deus de recomeços, mas também o Deus da variedade infinita. Como disse certa vez o rei Artur: “Deus cumpre seus propósitos de muitas maneiras, para que uma boa tradição não venha a corromper o mundo”.

Deus muda seus líderes para que não comecemos a confiar na carne e no sangue, em vez de confiar no Senhor, e ele muda seus métodos para que não passemos a depender de nossa experiência pessoal, em vez de depender das promessas divinas (W. Wiersbe).

A estratégia que Deus deu a Josué para tomar a cidade de Ai foi quase o oposto da estratégia usada em Jericó. A operação em Jericó foi constituída de uma semana de marchas realizadas à luz do dia. O ataque a Ai envolveu uma operação noturna sigilosa que preparou o caminho para o ataque durante o dia. Em Jericó, o exército invadiu a cidade unido, mas para o ataque contra Ai, Josué dividiu suas tropas. Deus realizou um grande milagre em Jericó ao fazer as muralhas ruírem, mas não houve milagre algum desse tipo em Ai. Josué e seus homens simplesmente obedeceram às instruções de Deus ao fazerem uma emboscada e atraírem o povo para fora da cidade, e o Senhor lhes deu a vitória.

É importante que se busque a vontade de Deus para cada empreendimento da vida, a fim de não depender de vitórias passadas ao planejar o futuro. Como é fácil os ministérios cristãos acabarem em becos sem saída pelo simples fato de sua liderança não discernir se Deus deseja fazer algo novo por eles. Nas palavras do empresário norte-americano Bruce Barton (1886-1967): “Quem pára de mudar pára de viver”.

A estratégia de Ai tomou por base a derrota anterior de Israel, pois Deus estava transformando os erros de Josué em vitória. O povo de Ai estava seguro demais de si mesmo, pois havia derrotado Israel no primeiro ataque, e foi essa segurança excessiva que os condenou à derrota. “Vencemos uma vez, venceremos novamente!”

O plano era simples, mas eficaz. Liderando o restante do exército israelita, Josué viria do Norte e realizaria um ataque frontal contra Ai. Seus homens fugiriam, como haviam feito da primeira vez, o que levaria o povo de Ai, seguro de si, a afastar-se da proteção de sua cidade. Quando Josué desse o sinal, os soldados na emboscada entrariam na cidade e a incendiariam. O povo de Ai se veria encurralado entre dois exércitos, e o terceiro exército cuidaria de qualquer socorro que pudesse vir de Betel.

Como todo bom general, Josué acampava com seu exército (Js 8:9). Sem dúvida, incentivou os soldados a confiar no Senhor e a crer na promessa divina de vitória. O príncipe do exército do Senhor (Js 5:14) iria adiante deles, pois obedeceram à Palavra de Deus e confiaram em suas promessas.

A obra do Senhor requer estratégia, e, em seu planejamento, os líderes cristãos devem buscar a vontade de Deus. O termo estratégia vem de duas palavras gregas que, juntas, significam “liderar um exército”. A liderança exige planejamento, e o planejamento é uma parte importante da estratégia.

Deus sempre tem um plano estratégico para o seu povo. E o caminho mais curto e eficaz para a vitória é seguirmos as estratégias de Deus. Em sua primeira investida contra Ai, Josué seguiu o conselho dos homens e usou apenas parte da sua força militar. Agora, Deus diz: “toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai” (v.1). Deus ordena a Josué a usar todo o seu potencial de guerra. A estratégia divina tomou por base a derrota anterior, pois Deus nos ensina a transformar fracassos em sucessos. A estratégia que Deus deu a Josué para vencer Ai foi o oposto da estratégia usada em Jericó. Deus tem estratégias diferentes para cada empreendimento da nossa vida. Não confie em estratégias de sucesso, mas em Deus. Charles Stanley diz: “Ter sucesso é, dia após dia, ser como Deus quer que sejamos e alcançar as metas que estabelecemos sob a orientação dele”.

Deus diz a Josué: “olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra” (v.1). A vitória vem do Senhor para aqueles que se apropriam das suas promessas. A promessa de Deus não tem nenhuma eficácia se não for acompanhada pela fé: “Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram” (Hebreus 4.2). Sem fé é impossível agradar a Deus e receber dele alguma vitória.

Não importa o tamanho ou a dimensão do seu fracasso. Você pode levantar e recomeçar outra vez. F. W. Robertson disse: “A vida, assim como a guerra, é uma série de erros, e não é o melhor cristão nem o melhor general que dá o menor número de passos em falso. A mediocridade pode levar a essa ideia. Na verdade, porém, o melhor é aquele que conquista as vitórias mais esplendidas extraindo-as dos erros. Esqueça os erros; use-os para organizar vitórias”.

4-ASSUMIR UM NOVO COMPROMISSO (JS 8:30-35)

Algum tempo depois da conquista de Ai, Josué conduziu o povo cerca de cinquenta quilômetros para o Norte até Siquém, uma cidade entre os montes Ebal e Gerizim. Nesse local, a nação cumpriu a ordem que Moisés havia lhes dado em seu discurso de despedida (Dt 27:1-8). Josué interrompeu as atividades militares para dar a Israel a oportunidade de firmar um novo compromisso com a autoridade de Jeová expressa em sua lei.

Josué construiu um altar (vv. 30, 31). Uma vez que Abraão havia construído um altar em Siquém (Gn 12:6, 7) e que Jacó havia morado ali por um breve período (Gn 33 – 34), aquela região possuía fortes laços históricos com Israel. O altar de Josué foi construído sobre o monte Ebal, o “monte da maldição”, pois somente um sacrifício de sangue pode salvar os pecadores da maldição da lei (Gl 3:10-14).

Ao construir o altar, Josué teve o cuidado de obedecer a Êxodo 20:25 e de não usar qualquer ferramenta nas pedras recolhidas dos campos. Nenhuma obra humana deveria ser associada ao sacrifício para que os pecadores não pensassem que seriam capazes de ser salvos por suas obras (Ef 2:8, 9). Deus pediu um altar simples de pedra e não um altar elaborado e decorado por mãos humanas, “a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1 Co 1:29). Não é a beleza da religião criada por homens que concede o perdão aos pecadores, mas sim o sangue no altar (Lv 1 7:11). O rei Acabe substituiu o altar de Deus por um altar pagão, que lhe não conferiu a aceitação de Deus nem o aperfeiçoou como ser humano (2 Rs 16:9-16).

Os sacerdotes ofereceram holocaustos ao Senhor representando o compromisso total de Israel com Deus (Lv 1). As ofertas pacíficas foram uma expressão de gratidão a Deus por sua bondade (Lv 3; 7:11-34). Uma porção da carne foi entregue aos sacerdotes e outra aos ofertantes para que pudessem desfrutá-la alegremente com sua família na presença do Senhor (Lv 7:15, 16, 30-34; Dt 2:17, 18). Por meio desses sacrifícios, a nação de Israel estava declarando diante de Deus seu compromisso e comunhão com ele.

Josué escreveu a lei em pedras (vv. 32, 33). Esse ato foi realizado em obediência à ordem de Moisés (Dt 27:1-8). No Oriente Próximo daquela época, era costume os reis celebrarem sua grandeza escrevendo registros de seus feitos militares em grandes pedras cobertas de reboco. Mas o segredo da vitória de Israel não era seu líder nem seu exército, e sim a obediência à lei de Deus Js 1:7.Esse é o quarto monumento público de pedras a ser erigido. O primeiro foi em Gilgal (Js 4:20), comemorando a travessia do Jordão pelo povo de Israel. O segundo foi no vale de Acor, um monumento ao pecado de Acã e ao julgamento de Deus (Js 7:26). O terceiro foi na entrada de Ai, uma lembrança da fidelidade de Deus ao ajudar seu povo (Js 8:29). Essas pedras no monte Ebal lembravam Israel de que seu sucesso dependia inteiramente de sua obediência à lei de Deus (Js 1:7,8).

Josué fez a leitura da lei (vv. 34, 35). Seguindo as instruções de Moisés em Deuteronômio 27:11-13, foi determinado um lugar para cada tribo em um dos dois montes. Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali ficaram no monte Ebal, o monte da maldição. Simeão, Levi, Judá, Issacar, José (Efraim e Manassés) e Benjamim ocuparam o monte Gerizim, o monte da bênção. As tribos no monte Gerizim foram fundadas por homens que eram filhos de Lia ou de Raquel, enquanto as tribos do monte Ebal era constituídas de descendentes de filhos de Zilpa ou de Bila, servas de Lia e Raquel. As únicas exceções foram Rúben e Zebulom, pertencentes à descendência de Lia. Rúben havia perdido sua posição de primogênito, pois havia pecado contra seu pai (Gn 35:22; 49:3, 4).

O vale entre os dois montes foi ocupado pelos sacerdotes e levitas com a arca, cercados pelos anciãos, oficiais e juízes de Israel. Todo o povo estava voltado para a arca, que representava a presença de Deus no meio deles. Quando Josué e os levitas leram as bênçãos do Senhor unia a uma (ver Dt 28:1-14), as tribos do monte Gerizim responderam em uníssono e em alta voz “Amém!”, que, no hebraico, significa “Assim seja!”. Quando leram as maldições (ver Dt 27:14-26), as tribos do monte Ebal responderam com um “Amém!” depois da leitura de cada maldição.

Deus havia dado a lei por intermédio de Moisés no monte Sinai (Êx 19 – 20), e o povo havia aceitado e prometido obedecer. Moisés havia repetido e explicado a lei nas campinas de Moabe, na fronteira com Canaã. Aplicou a lei à vida do povo na Terra Prometida e admoestou os israelitas a obedecer. “Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do S e n h o r, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do S e n h o r, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes” (Dt 1 1:26-28, observar os vv. 29-32).

No entanto, o fato de os cristãos “não [estarem] debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6:14; 7:1-6) não significa que podemos viver como bem entendermos e ignorar ou contestar a lei de Deus. Não somos salvos por guardar a lei, nem santificados por tentar observar os preceitos da lei; antes, o “preceito da lei se [cumpre] em nós” ao andarmos no poder do Espírito Santo (Rm 8:4). Se nos colocarmos sob a lei, deixamos de desfrutar as bênçãos da graça (Gl 5). Se andarmos no Espírito, experimentamos seu poder transformador e vivemos com o propósito de agradar a Deus.

Sejamos gratos a Jesus, que levou sobre si na cruz a maldição da lei em nosso lugar e que nos concede todas as bênçãos celestiais pelo Espírito. Pela fé, podemos nos apropriar de nossa herança em Cristo e marchar avante em vitória!

Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte, Rcefe-PE e pastor da Igreja Presbiteriana Semear, Itabuna-BA.

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