sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

O ANTICRISTO, O HOMEM DA INIQUIDADE

 


“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição” (2Ts 2.3).

 

            A Bíblia, a palavra de Deus, reiteradamente fala sobre o Anticristo, o homem da iniquidade. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento descrevem esse arqui-inimigo de Cristo e da igreja. Em face de uma agenda global que vai ganhando espaço no Brasil e no mundo, erguendo a bandeira do ateísmo, do relativismo moral, do marxismo cultural e da desconstrução dos valores cristãos, trago aqui algumas reflexões.

            Em primeiro lugar, o Anticristo será o homem sem lei (2Ts 2.3). A palavra grega para iniquidade, no texto em tela, é anomos, “sem lei”. O mundo é regido por essa cosmovisão e por essa agenda que não suporta princípios e valores. Os pilares da família são atacados. Os fundamentos da sociedade são destruídos. Não se trata mais de concessão ao erro nem mesmo de inversão de valores. Vemos, hoje, o controle do erro. Não se suporta mais a verdade. Não se tolera a luz. Vivemos numa sociedade pelo avesso, onde a virtude é escarnecida e as práticas mais vergonhosas são aplaudidas. Nessa sociedade hedonista, os absolutos morais são banidos. A lei é torcida, golpeada e manipulada para atender às demandas desse viés que não suporta Deus nem sua lei. O antinomismo governa. A iniquidade campeia. A degradação moral impera.

            Em segundo lugar, o Anticristo trará em sua esteira a apostasia (2Ts 2.3). Aqueles que um dia professaram a fé cristã, vê-la-ão como radical demais e virarão suas costas para ela. Sacudirão de sobre si o jugo de Cristo. Deixarão as fileiras do cristianismo para abraçar uma fé inclusivista. Estarão mais interessados em agradar ao mundo do que a Cristo. Desejarão mais os aplausos do mundo do que a aprovação de Deus. Subscreverão uma teologia progressista e liberal, que despreza a inerrância das Escrituras. Abraçarão uma graça barata, cunhada de “super graça”, que justifica o pecado e não o pecador. A apostasia é uma realidade gritante. O nome de Deus tem sido banido dos parlamentos, dos palácios, dos tribunais, das escolas e até de algumas igrejas.

            Em terceiro lugar, o Anticristo agirá na força de Satanás (2Ts 2.9). O Anticristo vem como opositor e substituto do verdadeiro Cristo. Representará um simulacro da encarnação do Verbo eterno de Deus, pois será uma espécie de encarnação do próprio Diabo. Seu aparecimento será segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, com todo engano de injustiça aos que perecem. O Dragão, o Diabo, lhe dará o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Sua boca proferirá arrogâncias e blasfêmias. Receberá autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação. Adorá-lo-ão todos os que habitam sobre a terra, exceto aqueles cujos nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro.

            Em quarto lugar, o Anticristo perseguirá furiosamente o povo de Deus (Ap 13.7). O Anticristo vai pelejar contra os santos, os filhos de Deus, impondo-lhes sofrimento atroz. Esse será o tempo da manifestação do iníquo e da grande tribulação. Sua perseguição irá às últimas consequências, pois ele matará a todos aqueles que se recusarem a adorá-lo. Mesmo o Anticristo recebendo uma adoração universal, aqueles que têm selo de Deus e seus nomes escritos no Livro da Vida, jamais se dobrarão a ele. Ao contrário, mesmo morrendo, vencerão o Diabo e o Anticristo, pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho.

            Em quinto lugar, o Anticristo será destruído pela manifestação da vinda de Cristo (2Ts 2.8). Cristo virá em sua majestade e glória e o Anticristo será quebrado sem esforço de mão humana. Cristo o matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. O Anticristo será lançado no lago do fogo juntamente com o Falso Profeta. O Diabo e a morte também serão lançados no lago do fogo. Enfim, todos aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro do Vida serão lançados no lago do fogo. A igreja vitoriosa e sobranceira, porém, reinará com Cristo pelos séculos eternos. O povo de Deus não precisa temer. Somos mais que vencedores em Cristo Jesus!

 Rev. Hernandes Dias Lopes 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

ENCORAJANDO O POVO DE DEUS


Ageu 1

Os obstáculos muitas vezes nos desanimam e nos fazem perder o verdadeiro propósito da vida.

Quando foram lançados os alicerces do templo em Jerusalém, no ano de 536 a.C., os homens mais jovens exultaram, enquanto os mais velhos choraram (Ed 3:8-13). No entanto, não tardou para que o zelo esfriasse e para que o povo de Deus desse lugar à apatia, especialmente quando diante das ameaças eles pararam a construção do templo.

Nesta mensagem, Ageu apresenta quatro admoestações que nos encoraja ainda hoje como igreja do Senhor:

1 . COLOQUEM DEUS EM PRIMEIRO LUGAR EM SUA VIDA (Ag 1:1-4) - A primeira mensagem divina, foi direto ao cerne do problema e desmascarou a hipocrisia e a incredulidade do povo.

Desculpas. "Ainda não é hora de reconstruir a Casa do S e n h o r " - foi a justificativa do povo para sua inatividade. Benjamin Franklin disse: "Jamais conheci um homem que fosse bom em inventar desculpas e que também fosse bom em alguma outra coisa". A incoerência do povo era assustadora: ainda não era hora de construir a casa de Deus, mas era hora de construir suas próprias casas!

Quando colocamos Deus em primeiro lugar e lhe damos o que é de direito, abrimos a porta para o enriquecimento espiritual e para o tipo de mordomia que honra ao Senhor.

2 . CREIAM NAS PROMESSAS DE DEUS (Ag 1:5,6,9-11) - A segunda admoestação de Ageu convidou o povo a examinar seu modo de vida e suas ações à luz da aliança que Deus havia feito com eles antes de sua nação entrar na terra de Canaã (Lv 26; Dt 27 - 28). O verbo "considerar" significa "meditar, pensar com cuidado" (Ag 1:5). Era chegada a hora do povo fazer uma séria introspecção diante do Senhor.

Pelo fato de os judeus terem voltado à terra em obediência ao Senhor, pensaram que ele lhes daria bênçãos especiais por seus sacrifícios, mas se decepcionaram (Ag 1:9). Em vez disso, o Senhor fez vir uma seca e reteve tanto o orvalho quanto a chuva. Tomou suas bênçãos dos homens que labutavam nos campos, nas vinhas e nos pomares. No versículo 11, Ageu citou os produtos básicos dos quais o povo necessitava para sobreviver: água, grãos, vinho e azeite (Dt 7:13; 11:14).

Mais uma vez, o profeta revelou a origem de seus problemas: o povo estava ocupado demais construindo suas próprias casas e não tinha tempo para a casa do Senhor (Ag 1:9). É exatamente o que se encontra em Mateus 6:33! Se a nação tivesse crido naquilo que Deus havia prometido em suas alianças, teria obedecido ao Senhor e desfrutado suas bênçãos.

3 . GLORIFIQUEM O NOME DE DEUS - (Ag 1:7,8) - De acordo com Esdras 3:7, os judeus compraram madeira de Tiro e Sidom, como Salomão havia feito quando construiu o primeiro templo (1 Rs 5:6-12). Aqui, Ageu ordenou que os homens fossem às florestas nas montanhas e que cortassem a madeira para ser usada a fim de reparar e de reconstruir o templo. O que aconteceu com a primeira leva de madeira? Não sabemos, mas nos perguntamos onde o povo conseguiu material para fazer suas casas sofisticadas, quando não havia madeira disponível para a casa de Deus.

Sem dúvida, não agradou a Deus nem glorificou seu nome quando o povo deixou de lado a casa do Senhor para construir casas sofisticadas para si mesmos. Sabemos que Deus não vive em templos feitos por mãos humanas (At 7:48-50) e que os edifícios de nossas igrejas não são sua santa morada, mas a maneira como cuidamos desses templos reflete nossas prioridades espirituais e nosso amor por Deus.

O Dr. G. Campbell Morgan expressou-se bem quando pregou sobre Ageu 1:4 muitos anos atrás: “Apesar de, hoje em dia, a casa de Deus não ser mais material, mas sim espiritual, o material ainda é um símbolo muito real do espiritual. Quando a igreja de Deus em qualquer lugar é desleixada com o ambiente físico de reunião, com seu lugar de adoração e seu trabalho, trata-se de um sinal e de uma evidência de declínio da vida dessa igreja”.

4 . OBEDEÇAM À ORDEM DE DEUS - (Ag 1:12-15) Quando Deus nos fala por sua Palavra, a única resposta aceitável é nossa obediência. Não devemos duvidar, mas obedecer. Como disse o pregador inglês Geoffrey Studder-Kennedy: "Fé não é crer apesar das evidências, é obedecer apesar das consequências".

Os líderes e todo o povo uniram-se em obediência às instruções de Deus e foram motivados por um temor reverente do Senhor (Ag 1:12). Afinal, ele é o "Senhor dos Exércitos", título usado dez vezes no livro de Ageu (vv.2,9,14;2:4,7,8,9,23). Deus é o comandante supremo das hostes celestiais (estrelas e anjos) e da terra. A obediência sempre revela mais da verdade de Deus (Jo 7:7), e o profeta garantiu-lhes que Deus estava com eles em suas empreitadas (Ag 1:13; ver 2:4).

A Igreja de hoje pode aprender uma lição com o remanescente judeu do tempo de Ageu. Com demasiada frequência, inventamos desculpas quando deveríamos estar nos confessando e obedecendo ao Senhor. Dizemos: "Não é hora de o Espírito trazer reavivamento". "Não é hora de expandir o ministério". Agimos como se entendêssemos os "tempos ou épocas" que Deus ordenou a seu povo, mas na verdade não os compreendemos (At 1:6,7).

Qualquer interpretação da Bíblia que limite a Deus e que incentive seu povo a ser indolente em vez de diligente no ministério é uma interpretação falsa e deve ser rejeitada. A fim de que o Senhor se agrade de nós e seja glorificado diante de um mundo incrédulo, devemos ouvir sua voz, crer nela e agir de acordo com ela, quaisquer que sejam as circunstâncias. Afinal, Deus está conosco, e "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8:31).

Pr. Eli Vieira

 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

DAVI UM HOMEM RELEVANTE

 


1 Samuel 17.1-58


O escritor Charles R. Swindoll certa vez disse: “nosso mundo necessita desesperadamente de modelos dignos de serem seguidos. Heróis autênticos. Pessoas integras, cujas vidas nos inspirem a ser melhores”¹(1998, p.9).

Algumas pessoas hoje, ao olharem para os heróis da fé do passado, falam: Senhor, acho que eu nasci na época errada! Porque eu não nasci na época dos reformadores Martinho Lutero, Calvino e Knox? Porque eu não vivi, na época do Grande Avivamento do século XVIII e fui amigo Jonathan Edwards, George Whitefield? Se, você ficar atento poderá ouvir Deus lhe falar: porque os meus desígnios para você são para esta geração.

O Dr. Lucas ao falar sobre o rei Davi disse: “Porque na verdade, tendo Davi servido a sua própria geração, conforme os desígnios de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção” (At. 13.36). Davi foi um homem que marcou a sua geração conforme os propósitos divinos. Entretanto, devemos perguntar: porque Davi marcou a sua geração? No texto de 1 Samuel 17.1-58 podemos encontrar a resposta para a nossa indagação(ões) e aprendermos com ele, para marcar a nossa geração.

1-PORQUE ERA UM HOMEM CORAJOSO (1 Samuel 17.32) – A vida de Davi foi marcada por lutas e desafios, desde a sua mocidade. Ainda jovem, como pastor de ovelhas enfrentou feras, como leão ou urso (1 Sm 17.34,35). Ao ser enviado, por seu pai, ao arraial do exército de Israel para levar alimentos e saber como seus irmãos estavam (1 Sm 17.17-19), se deparou com o grande duelista filisteu desafiando o exército de Israel. Davi não teve medo do incircunciso Golias e dispõe-se a pelejar contra ele (1 Sm. 17.32). Ele não temeu o desafio, mas estava pronto se possível a morrer, como disse o pastor Martin Luther King:“Se você não está pronto para morrer por alguma coisa, então você não está pronto para viver”, ele estava pronto a tirar a afronta de sobre Israel, o exército do Deus vivo (1 Sm.17.26), na certeza de que Deus lhe concederia a vitória independente do experiente gigante.

O Precursor da Reforma Protestante Jerônimo Savonarola (1452-1498) disse: “Se não a inimigos, não a lutas, se não lutas não a vitórias”. Se queremos ser vitoriosos e marcar a nossa geração, precisamos enfrentar os desafios que surgem diante nós, sem temor, assim como Davi.

2-PORQUE ELE NÃO DEU OUVIDOS A VOZ DOS CRITICOS E PESSIMISTA (1 Samuel 17.28,33,42)-Quando Davi disse que iria enfrentar o gigante, ninguém o incentivou, antes ele foi criticado, desanimado, por seus irmãos, e pelo rei Saul. Saul disse que ele não poderia enfrentar Golias, porque ele era moço, e golias guerreiro desde a sua mocidade (1 Sm 17.33), ele foi desprezado pelo gigante 1 Sm 17.42. Contudo, Davi não deu ouvidos aos críticos e pessimistas.

Quando olhamos para a vida do presidente americano “Abraham Lincoln (1809-1865), que decretou a emancipação dos escravos. Foi considerado um dos inspiradores da moderna democracia tornou-se uma das maiores figuras da história americana. Elegeu-se Deputado por Illinois. Defendia a causa dos pobres e humildes. Formou-se em Direito. Elegeu-se Deputado Federal e incentivou a criação de novas industrias no Norte do país. Foi eleito o primeiro presidente pelo Partido Republicano, que ajudou a fundar. Foi o 16º presidente dos Estados Unidos. Enfrentou a Guerra da Secessão, por longo período de seu governo. Com a vitória do Norte, foi reeleito para presidente”. Parece que ele viveu em um tempo fácil, mas vejamos um pouco mais sobre a sua vida.

Abraham Lincoln (1809-1865) nasceu na cidade de Hardim no Kentucky, Estados Unidos. Filho dos camponeses Thomas Lincoln e Nancy Lincoln, quando pequeno viveu numa casa de madeira, a beira da floresta. Frequentou a escola durante um ano, quando em 1816 sua família mudou-se para Indiana. Com sete anos já trabalhava no campo. Ficou órfão aos nove anos de idade. Seu pai casa com Sarah Bush Johnston, que ficou responsável por sua instrução.

Abraham Lincoln teve vários empregos, foi lenhador, trabalhou numa serraria, foi barqueiro, balconista e Chefe dos Correios da Aldeia de Salem em Illinois. Como barqueiro, em 1831, navegava pelos rios Missisípi e Ohio, transportando mercadorias. Nas horas vagas se dedicava à leitura. Participou como Capitão voluntário, na luta contra os índios no sul do Estado. Foi chefe dos correios e trabalhou na demarcação de terras para o governo.

Em 1834 elegeu-se Deputado pela Assembleia de Illinois. Estudou Direito, formando-se em 1837. Trabalhou defendendo as causas dos pobres e humildes. Em 1842 casa-se com Mary Todd. Em 1846 elegeu-se Deputado Federal. Entre 1847 e 1849, foi representante de Illinois no Congresso, onde propôs a emancipação gradativa para os escravos, o que desagradou tanto aos abolicionistas quanto aos defensores da escravidão. Fez oposição a invasão de terras no México, mas no fim do conflito novas terras foram anexadas aos Estados Unidos. Sua posição o fez perder muitos votos. Lincoln fazia campanha para que essas novas terras ficassem livres da escravidão.

Concorreu para o senado, foi derrotado, afastou-se da política durante cinco anos. Seus discursos e debates em torno da escravidão os tornou conhecido e popular. Em 1854 participou da fundação do Partido Republicano.

Grandes transformações sociais ocorriam no país. Ao norte, desenvolvia-se uma rica e poderosa burguesia industrial e uma classe operaria organizada e numerosa, apoiada pelo Partido Republicano. Ao sul, consolidou-se a supremacia aristocrata rural, com grandes propriedades agrárias, apoiadas na monocultura e no trabalho escravo. A rivalidade política entre o Partido Democrata, dos aristocratas do sul, e o Partido Republicano da burguesia industrial do norte, gerava vários conflitos.

A guerra contra o México ampliara o território da União e não era possível prever se a população das novas terras se declararia a favor da escravidão. Instalou-se uma grande polêmica nacional. Lincoln assumiu atitude antiescravagista e transformou-se no paladino dessa tendência após o debate que travou com o senador democrata Stephen Douglas.

Em 1858, candidato ao Senado pelo novo Partido Republicano, perdeu as eleições para Douglas, mas tornou-se líder dos republicanos. Em 1860, disputou o pleito para a presidência da república e elegeu-se o 16º presidente dos Estados Unidos.

Ao iniciar seu governo, em 4 de março de 1861, Lincoln teve de enfrentar o separatismo de sete estados escravistas do sul, que formaram os Estados Confederados da América. O presidente foi firme e prudente: não reconheceu a secessão, ratificou a soberania nacional sobre os estados rebeldes e convidou-os à conciliação, assegurando-lhes que nunca partiria dele a iniciativa da guerra. Os confederados, porém, tomaram o forte Sumter, na Virgínia Ocidental.

Lincoln encontrou o governo sem recursos, sem exército e com uma opinião pública que lhe era favorável somente em reduzida escala. Com vontade férrea, profunda fé religiosa e confiança no povo, iniciou uma luta que primeiramente lhe foi adversa. Só conseguiu armar sete mil soldados, com os quais começou a guerra. Em apenas um ano, duplicou o Exército, organizou a Marinha e obteve recursos. Os confederados haviam consolidado sua situação, com a adesão de mais quatro estados aos sete sublevados. Em meados de 1863 chegaram à Pensilvânia e ameaçaram Washington. Foi nesse grave momento que se travou, em 3 de julho de 1863, a batalha de Gettysburg, vencida pelas forças do norte.

Lincoln, que decretara a emancipação dos escravos e tomara outras providências liberais, pronunciou, meses depois, ao inaugurar o cemitério nacional de Gettysburg, o célebre discurso em que definiu o significado democrático do governo do povo, pelo povo e para o povo, e que alcançou repercussão mundial.

A guerra continuou ainda por dois anos, favorável à União. Lincoln foi reeleito presidente em 1864. Em 9 de abril de 1865, os confederados renderam-se em Appomattox.

Embora considerado conservador ou reformista moderado no início da presidência, as últimas proposições de Lincoln foram avançadas. Preparava um programa de educação dos escravos libertados e chegou a sugerir que fosse concedido, de imediato, o direito de voto a uma parcela de ex-escravos. Inclinou-se também à exigência dos radicais por uma ocupação militar provisória de alguns estados sulistas, para implantar uma política de reestruturação agrária.

Em 14 de abril de 1865, Lincoln assistia a um espetáculo no Teatro Ford, em Washington, quando foi atingido na nuca por um tiro de pistola desferido por um escravista intransigente, o ex-ator John Wilkes Booth. Lincoln morreu na manhã do dia seguinte¹. Assim como Davi Lincoln enfrentou muitas críticas e os pessimistas e triunfou sobre todos, não se deixou intimidar por isso ele marcou a história da sua geração.
Meu irmão, Deus está nos dando o privilégio de viver nesta geração, sabemos que não é fácil, como não fora na época de Davi, de Lincoln ou dos reformadores ou dos avivalistas, mas confiados em Deus, não podemos nos intimidar diante dos críticos, pessimistas se queremos marcar esta geração. Precisamos nos levantar e fazer a nossa parte na certeza de que o nosso trabalho não será em vão. Não podemos só ficar olhando para o passado, precisamos olhar para o nosso presente e perguntar: o que eu estou fazendo para marcar a minha geração? Vamos começar fazendo coisas pequenas, e Deus nos preparar para fazermos coisas grandes, que ainda não sabemos.

3-PORQUE ELE LUTAVA EM NOME DO SENHOR (1 Samuel 17.37, 42) –
É importante notarmos que Davi decidiu lutar, não em nome de Saul, de sua família, para ficar famoso, etc. Ele disse eu vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos. O “nome” para os autores bíblicos, é mais que uma junção de letras. Ele representa a própria essência da pessoa que o carrega, o que Davi estava dizendo era “SENHOR dos Exércitos” eu vou contra você, firmado em Deus. O verdadeiro comandante supremo do seu povo escolhido, dos exércitos de Israel, o Deus todo poderoso, ontem, hoje e sempre. Ah! meu irmão, isto fez toda diferença na vida do guerreiro Davi. Ele estava dizendo, eu não vou te enfrentar confiado em minha experiência, nas minhas armas, em Saul, mais confiado naquele que nos dá a vitória, pois dele é a guerra. Muitos hoje estão desanimados, derrotados, sem expectativa porque foram derrotados e humilhados pelo inimigo. Perderam a batalha porque confiaram em dinheiro, seus amigos, em seus títulos, etc.

O rei Josafá diante de uma confederação de inimigo, que se levantara contra Israel disse: “Ah! Senhor Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”( 2 Cr. 20.12). Josafá confiou em Deus e o Senhor lhe deu a vitória, e assim os moradores daquelas terras viram quem era o Deus de Israel, como nos diz crônicas: “Veio da parte de Deus o terror sobre todos os reinos daquelas terras, quando ouviram que o Senhor havia pelejado contra os inimigos de Israel (2 Cr 20.29).

Em nome de quem você está enfrentando as dificuldades, os seus problemas? Em nome de seus familiares, dos seus amigos, em nome do presidente, etc. Não, não, não!!! Levante-se, lute em nome do Senhor, ele não mudou, continua sendo o mesmo, tem em suas mãos o controle de tudo e de todas as coisas, só ele é quem nos dá a vitória sobre todos que nos desafiam. O senhor fala conosco através do profeta Isaías “Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, 10não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isaías 41.9b,10).

4-PORQUE O PROPÓSITO DE DAVI ERA GLORIFICAR A DEUS (1 Samuel 17.46,47)-
O jovem Davi tinha um alvo maior do que os seus compatriotas. Ele queria vencer o gigante filisteu para manifestar a glória de Deus, vede o que ele disse: “Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos” (1 Sm 17.46,47). O propósito principal de Davi era engrandecer o nome do Senhor em toda a terra. Não era fazer o seu nome conhecido, mas o nome do Deus de Israel. Saberá toda terra que há um Deus que salva. E, assim Davi derrotou Golias. Paulo ao escrever a igreja de Corinto nos ensina dizendo: “ Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (1 Co.10.31). A pergunta de número um do Breve Catecismo de Westminster: Qual é o fim principal do homem? O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre³.

Como nós podemos viver para a glória de Deus? Vivendo de conformidade com a sua Palavra, que é a única regra para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar (Lc 24.27,44; 2 Pe 3.2, 15,16; 2 Tm 3.15-17; Jo 15.10,11; Is 8.20 e Jo 20.30,31). Se vivermos firmados na Palavra nós não vamos temer os gigantes que se levantam tentando nos intimidar, derrotar, etc. Nós vamos marca a nossa geração e o mundo vai ver que somos do Senhor, e só ele nos faz vencedor.

Meu amado, Deus está nos dando um grande privilégio de vivermos nesta geração, não podemos nos intimidar diante dos desafios, dos críticos e pessimistas ou dos gigantes que estão diante de nós, mas vamos enfrentar os gigantes sem nos deixar levar por aqueles que não conhecem a Deus. Vamos lutar em nome do Senhor e para a glória do Senhor.
Referência Bibliográficas

1- Swindoll, Charles R. Davi: um Homem segundo o Coração de Deus. – 1ª Ed.– São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1998

2-Frazão, Dilva. Biografia de Abraham Lincoln, Disponível em https://www.ebiografia.com/abraham_lincoln/ acesso em 08.08.2017

3- Martins, Valter Graciliano (organizador)-O Breve Catecismo. 1ª Ed. Especial – São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1991

Sobre o autor Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte e pastor da Igreja Presbiteriana Semear, Itabuna-BA.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

O NOSSO DEUS É ÚNICO

 


Deus é incomparável


2 Reis 6:8 -33

A nosso ver, teria sido muito mais lógico o Senhor designar Elias, o “filho do trovão”, para confrontar os exércitos inimigos que invadiram Israel. Em vez disso, porém, Deus escolheu Eliseu, o jovem agricultor de espírito pacífico. Eliseu era como o “cicio tranquilo e suave” que veio depois do tumulto do vento, do terremoto e do fogo (1 Rs 19:11, 12), assim como Jesus veio depois de João Batista, o pregador com um machado na mão. Ao declarar a justiça de Deus e chamar ao arrependimento, tanto Elias quanto João Batista prepararam o caminho para o ministério de seus sucessores, pois sem convicção da culpa não há verdadeira conversão.

Neste momento convido você para juntos olharmos para este texto da Palavra de Deus e aprendermos algumas lições que nos ajudarão em nossa caminhada no meio das batalhas da vida.

O nosso Deus é único porque:

1-ELE É O DEUS QUE VÊ (2 RS 6:8-14)
Sempre que os siros planejavam um ataque à fronteira, o Senhor dava a informação a Eliseu, e o profeta avisava o rei. Baal jamais poderia ter feito isso pelo rei Jorão, pois os ídolos “Têm olhos e não vêem” (Sl 115:5). O Senhor não apenas vê as ações, mas também os pensamentos de todos (Sl 9 4:11; 139:1-4) bem como o coração (Pv 15:3, 11; Jr 1 7:10; At 1:24). Porém, um dos oficiais de Ben-Hadade sabia o que estava acontecendo e informou ao rei que o profeta Eliseu estava encarregado da “inteligência militar” e tinha conhecimento do que o rei dizia e fazia até no próprio quarto.

A solução lógica era eliminar Eliseu. Mais uma vez, vemos a ignorância do rei, pois se Eliseu ficava sabendo de todos os planos do rei para o ataque à fronteira, por certo também ficaria sabendo desse plano – e foi exatamente o que aconteceu! Os espias de Ben-Hadade encontraram Eliseu em Dotã, uma cidade cerca de 20 quilômetros ao norte da capital, Samaria. Em termos humanos, teria ficado mais seguro na cidade fortificada de Samaria, mas o profeta não teve medo, pois sabia que Deus cuidava dele.

Quando os servos de Deus estão dentro de sua vontade e realizando sua obra, tornam-se imortais até que essa obra esteja completa. Se o Pai cuida até mesmo de um pardal (Mt 10:29),então certamente está cuidando de seus filhos preciosos.

2-ELE É O DEUS QUE PROTEGE (2 RS 6:15-17)
Quando o jovem do profeta ao acordar viu a cidade cercada de soldados inimigos, sua reação foi natural e buscou a ajuda de seu senhor o profeta Eliseu.

Uma mulher disse ao evangelista D. L. Moody ter encontrado uma promessa maravilhosa que lhe dava paz quando estava preocupada e citou o Salmo 56:3: “Em me vindo o temor, hei de confiar em ti”. Moody disse que tinha uma promessa ainda melhor para ela e citou Isaías 12:2: “Eis que Deus é minha salvação; confiarei e não temerei”. Ficamos imaginando quais promessas do Senhor vieram à mente e ao coração de Eliseu, pois é a fé na Palavra de Deus que traz paz em meio à tempestade.

Eliseu não se preocupou com o exército; antes, sua maior preocupação foi com o servo assustado. Eliseu orou pedindo a Deus que abrisse os olhos do servo. Ele vivia de acordo com as aparências, não pela fé, e não conseguia ver o enorme exército angelical do Senhor cercando a cidade. A fé nos permite ver o exército invisível de Deus (Hb 11:2,7) e crer que ele nos dará a vitória.

3-ELE É O DEUS MISERICÓRDIOSO (2 RS 6:18-23)
Eliseu não pediu que o Senhor ordenasse ao exército angelical para destruir os soldados insignificantes de Ben-Hadade. Deus deu a Eliseu um plano muito melhor. Havia acabado de orar pedindo que o Senhor abrisse os olhos de seu servo e, então, orou pedindo que Deus escurecesse a vista dos soldados siros.

Se dependesse do rei Jorão, teria executado todos os soldados siros e assumido o crédito pela grande vitória, mas Eliseu interveio demonstrando misericórdia.

Será que esse tipo de abordagem evitaria conflitos nos dias de hoje? O mesmo princípio aplica-se ao fim do divórcio e ao abuso nas famílias, a tumultos e saques em bairros, a agitações em campi universitários e a divisões e conflitos em nossas comunidades. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5:7).

4-ELE É O DEUS FIEL A SUA ALIANÇA (2 Rs 6:24-33)
Os ataques às fronteiras cessaram, mas Ben-Hadade ll decidiu que era chegada a hora de ir à guerra. Os governantes devem provar seu valor ao povo, e derrotar e saquear o inimigo é uma das melhores maneiras de revelar a própria força e sabedoria. Dessa vez, o rei enviou um exército completo, e temos a impressão de que pegou Jorão inteiramente despreparado.

O cerco de Samaria durou tanto tempo que o povo da cidade começou a morrer de fome. Se o rei Jorão tivesse chamado o povo ao arrependimento e à oração, a situação teria mudado (2 Cr 7:14). O povo foi degradado a tal ponto que precisou recorrer a alimentos imundos, como cabeça de jumento e esterco de pombos, pagando por eles preços exorbitantes e chegaram a comer os próprios filhos, mas Jorão não se quebrantou diante de Deus. Não obstante a incredulidade do rei Deus não abandonou o seu povo e no seu tempo livrou Israel das mãos do rei da Síria 2 Rs 7.6

Todos os dias neste mundo, estamos diante de batalhas, mas nós precisamos nos conscientizar que o Senhor luta por nós, pois “a peleja não é vossa, mas de Deus” ( 2 Cr 20.15). O mesmo Deus que livrou Israel é o nosso Deus hoje. Ele sabe o momento que estamos passando, ele nos protege a cada dia, é fiel a sua aliança e cumpre as suas promessas. Nesta certeza, podemos descansar no Senhor, ele não mudou.

Pr. Eli Vieira

ABORTO É A PRINCIPAL CAUSA DE MORTE NO MUNDO EM 2022 COM 44 MILHÕES DE BEBÊS MORTOS

 


O aborto foi a principal causa de mortes no mundo pelo quarto ano consecutivo. (Foto: Imagem ilustrativa/Unsplash/Carlos Navarro)


O número de mortes por aborto foi quase quatro vezes maior do que o de mortes causadas por doenças infecciosas.
O aborto foi a principal causa de mortes no mundo em 2022, pelo quarto ano consecutivo, de acordo o banco de dados de saúde Worldometer. No total, 44 milhões de bebês foram mortos no ano passado.

O relatório é baseado em estatísticas da Organização Mundial da Saúde, embora a OMS afirma que cerca de 73 milhões de abortos induzidos ocorrem no mundo a cada ano.

A segunda principal causa de morte em 2022 foi doenças transmissíveis, que causaram quase 13 milhões de mortes.

Em seguida, o câncer, vitimando 8 milhões de pessoas, 5 milhões de mortes causadas pelo tabagismo e 2,5 milhões de mortes relacionadas ao álcool.

Logo depois, vem as mortes ocasionadas pela AIDS; quase 2 milhões. As principais causas de mortes identificadas pelo Worldometer também incluem acidentes de trânsito, que mataram mais de 1 milhão de vidas, e suicídios, totalizando mais de 1 milhão..

Segundo o levantamento, as mortes por Covid-19 chegaram a 1.209.570 no ano passado.

Em 2022, o número de mortes por aborto foi quase quatro vezes maior do que o de mortes causadas por doenças infecciosas.

Leis pró-vida diminuem abortos

Nos Estados Unidos, após a derrubada do direito ao aborto pela Suprema Corte em julho, mais de 175 mil abortos foram evitados, segundo o grupo pró-vida Susan B. Anthony Pro-Life America.

Desde a decisão da Suprema Corte dos EUA, 14 estados americanos implementaram leis proibindo totalmente ou parcialmente a interrupção da gestação.

De acordo com estimativas do grupo pró-vida, a partir de 2 de dezembro, ocorreram 125.082 abortos a menos.

Nos últimos quatro anos, o aborto se manteve como a principal causa de mortes no mundo, apresentando um leve aumento ao longo dos anos.

Em 2021 e 2020, aproximadamente 44 milhões de bebês foram abortados. 42,4 milhões de fetos foram mortos em 2019.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO THE CHRISTIAN POST

sábado, 7 de janeiro de 2023

ESTADO ISLÂMICO ATACA CRISTÃOS EM MOÇAMBIQUE E FAZ AUMENTAR NÚMERO DE DESLOCADOS

 


A violência em Moçambique gerou mais de um milhão de deslocados internos. (Foto: Portas Abertas)


Terroristas publicaram em suas redes sociais imagens de casas incendiadas, identificando o local como “vila onde os cristãos moram”.

A situação para os cristãos em Moçambique ainda é muito crítica. O país que ocupou o 41º lugar na Lista Mundial da Perseguição, em 2022, continua apresentando um cenário perigoso para a Igreja, com sequestros, ataques e mortes daqueles que decidiram seguir os passos de Jesus.

No dia 30 de dezembro de 2022, membros do Estado Islâmico mataram duas pessoas e feriram outras quatro na área rural do estado de Cabo Delgado. Imagens de casas incendiadas na vila de Namande foram publicadas nas redes sociais dos extremistas.

Na publicação, eles assumiram a responsabilidade pelos ataques à “vila onde os cristãos moram”.

Sobre o ataque

“Estávamos preparando o jantar quando ouvimos os tiros. Percebi que eram os terroristas, avisei minha família e fugimos”, disse em entrevista um morador da vila atacada.

Forças do governo organizaram várias operações para parar os jihadistas em Namande, mas os confrontos continuaram noite adentro, forçando as pessoas a fugirem do local, de acordo com a Portas Abertas.

A opressão islâmica tem sido a forma mais comum de perseguição à Igreja no país, eliminando a vida de muitos.

A brutalidade dos jihadistas aumentou e um dos grupos extremistas tem ligações com o Estado Islâmico. Outro problema é a presença de cartéis de drogas em algumas áreas, que torna a vida dos cristãos que trabalham com jovens mais difícil.

Deslocados internos

A crise de refugiados tem se intensificado, desde que a província de Cabo Delgado passou a enfrentar uma insurgência armada. Os ataques começaram em 2017, gerando 1 milhão de deslocados internos, na maioria cristãos. Nos últimos cinco anos, pelo menos 4 mil mortes foram relatadas.

A crise ocupou as primeiras páginas dos jornais locais em março de 2021, quando jihadistas atacaram a cidade de Palma, no Norte de Moçambique, onde fica a sede de um projeto de extração de gás da empresa multinacional francesa Total Energies.

Os extremistas controlaram a região por um pequeno período, mas depois do ataque de março de 2021, o exército moçambicano recebeu apoio de cinco mil soldados da Comunidade Africana para o Desenvolvimento (SADC, da sigla em inglês), conseguiu derrotar o grupo e reconquistar a segurança na cidade e nas redondezas.

Novo alvo dos extremistas

A organização explica que, como a província de Nampula não é uma região economicamente relevante, se tornou o novo alvo dos extremistas.

Um relatório da ONU mostrou que sete cidades no estado de Cabo Delgado sofreram ataques, ocasionando 49.226 deslocados internos, sendo mulheres e crianças a maioria deles. As missões cristãs são os principais alvos dos jihadistas.

O último ataque na sexta-feira passada (30) evidencia a crise sociopolítica que o Norte de Moçambique está vivendo. Muitas famílias muçulmanas estão confusas e surpresas com a situação, já que a maioria dos jihadistas são jovens muçulmanos do próprio país. Ou seja, repentinamente, essas famílias veem filhos, irmãos e parentes se tornando extremistas e realizando ataques.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE PORTAS ABERTAS
file:///C:/Users/elivi/OneDrive/%C3%81rea%20de%20Trabalho/BOLETIM%20SEMEAR%202022/BOLETIM%2019%20DE%20JUNHO%202022.pdf

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